UNTG PEDE INVESTIGAÇÃO NO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
O Secretário-geral cessante da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) solicitou ao Ministério Público que investigue a alegada corrupção no ministério das finanças.
Júlio Mendonça que falava no empossamento de novos corpos sociais de sindicato do ministério das finanças, denunciou aspectos que indiciam o desvio de dinheiros no ministério, para as sedes dos partidos políticos.
“Se é que na verdade temos o Ministério Público e a Polícia Judiciária então já têm elementos para efectuarem as investigações de corrupções nesse ministério porque os dinheiros que estão a ser usados para as campanhas eleitorais é o momento oportuno para realizarem os seus trabalhos porque esses dinheiros que estão a ser reiterados na DGCI com as falsificações dos carimbos pertence os dinheiros do povo da Guiné-Bissau”, denuncia o sindicalista alertando que os dinheiros são levados nas sedes dos partidos políticos.
Aos empossados, o sindicalista aconselhou que sejam vigilantes, porque os políticos estão determinados a dividi-los com vista a continuar a sufocar o povo. Ele diz que a única forma de mudar o cenário actual é através das revindicações.
“Quem está a fazer o sindicalismo deve abdicar de possíveis benefícios porque esses políticos estão determinados para dividir-nos para puder continuar a sufocar esse povo. Nessa ordem de ideia quem é o sindicalista fraco será comprado, usado e depois jogado como descartáveis”, alerta.
No entanto, o presidente do referido sindicato, Malam Homem Indjai, avisou que devem ter como prioridade o pagamento de mais de 12 meses de dívidas contraídas com os funcionários que recebem no formato A4.
“As nossas prioridades são lutar para combater a precariedade laboral no ministério das finanças, e também devemos ter como prioridade o pagamento de mais de 12 meses de dívidas contraídas com os funcionários que recebem no formato A4”, sustenta.
De referir que foram empossados 22 novos membros para a direcção do sindicato de base do ministério das finanças, para um mandato de 4 anos.
Por: Diana Bacurim
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