Acordo zlecaf: BISSAU PODE OBTER VANTAGENS SE REFORÇAR SUA CAPACIDADE PRODUTIVA

O comentador para assuntos económicos da Radio Sol Mansi afirmou que a ratificação do acordo de Livre Comércio Continental Africano (zlecaf) constitui grande vantagem para a Guiné-Bissau caso o país reforçar a sua capacidade produtiva.

José Nico Djú que analisava a recente ratificação do referido acordo, cuja implementação iniciou no início deste ano, diz ainda que a Guiné-Bissau em termos de traços comerciais, é muito fraco porque não produz quase nada.

“ Constitui uma grande vantagem para a Guiné-Bissau quando se fala de oportunidade de partilha do mesmo mercado com outros países, caso a Guiné-Bissau reforçar a sua capacidade produtiva para aproveitar as vantagens do acordo. Portanto, é preciso que o país aumente a sua qualidade produtiva para que esta vantagem seja útil porque em termos de traços comerciais, é muito fraco e a balança comercial pesa a cada ano negativo porque a força de importação é maior que a de exportação”, explicou.

Por outro lado, o economista mostrou que essa adesão pode constituir uma desvantagem para o país uma vez que possui actividade económica muito fraca.

“ Esta união demostra que algumas barreiras aduaneiras dos países aderentes devem diminuir sua força de implementação para permitir que o comércio continental flui livremente o que constitui grande desvantagem para a Guiné-Bissau uma vez que depende da força aduaneira para reforçar o seu produto interno bruto. Quando isso acontecer, significa que algumas normas aduaneiras vão diminuir a sua força de implementação permitindo o comércio continental fluir como deve ser e de uma forma direta ou indiretamente, pode reflectir na arrecadação de receitas sendo que a parte aduaneira é muito importante para o país para concentrar o seu esforço a nível de concentração da sua receita”, revelou o economista.

Para isso, aconselhou que o país deve aproveitar as vantagens desse acordo com o aumento da produção interna para fazer face aos desafios que esta ratificação exige. “ è possível que este acordo traga grandes vantagens diminuindo o índice de pobreza que situava em 38% e com a adesão a esse acordo, provavelmente pode reduzir a ordem de 27,7% o que significa que a taxa de variação de redução de pobreza pode cair a nível de 11%”.

O acordo para a criação da Zona de Comércio Livre Continental Africana tem, segundo o Banco Mundial, potencial para tirar 30 milhões de africanos da pobreza extrema, aumentar o rendimento de África, bem como as exportações e promover o pagamento de salários maiores às mulheres, aos trabalhadores qualificados e não qualificados.

De referir que a Guiné-Bissau ratificou o acordo para integração na Zona de Comércio Livre Continental Africana, no passado dia 28 de setembro, constituindo assim 44º país a ratificar esse acordo, que assinou em Fevereiro de 2019.

O acordo estabelece o maior mercado único de bens e serviços a nível mundial. Cinquenta e quatro dos 55 estados africanos aderem a ela, com a única exclusão temporária da Eritreia.

Por: Nautaran Marcos Có

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