O politólogo Rui Jorge Semedo aconselha o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, a trabalhar para o reforço da coesão interna e influenciar a disciplina partidária.

Rui Jorge Semedo, que é igualmente o comentador dos assuntos políticos da Rádio Sol Mansi (RSM), foi instado por esta estação emissora para comentar a terceira reeleição de Domingos Simões Pereira à frente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Sendo este o último mandato do atual líder do PAIGC, ele foi fortemente criticado pelos diferentes membros da sua formação política, Rui Jorge Semedo disse que, no decurso dos próximos 4 anos à testa dos libertadores, este poderá ter como principais linhas políticas a adoptar, Domingos Simões Pereira o alargamento das bases do partido no sentido de conseguir uma maior base eleitoral satisfatória.

“O partido deve primar sempre para os princípios da defesa e da democracia interna e deve haver maior espaço, mas também é necessário exigir a coerência e a disciplina por parte dos militantes do partido. Infelizmente ou felizmente, claro que esta disputa vai continuar, porque apesar de ser um número muito ´insignificante` dos congressistas que votarem ao contrario do seu projeto e isso não coloca de lado a existência de uma oposição interna”, alerta o politólogo lembrando ainda que a oposição interna é “muito saudável” desde que as pessoas fazem uma oposição com coerência e disciplina respeitando os princípios ideológicos do partido.

O politólogo Rui Jorge Semedo diz ainda que para o sucesso do partido é preciso que os militantes se comprometam com as regras internas. Semedo diz que é preciso firmeza da parte da liderança a sair deste congresso, para que sejam exigidas maiores responsabilidades internas.

“É necessário internamente que seja feito algum trabalho onde os militantes devem realmente cumprir com as orientações e os instrumentos orientadores do partido mesmo não estando de acordo e sempre deve se observar os princípios legais”, aconselha.

O politólogo sustenta ainda que o PAIGC é um partido onde se verifica mais a cultura de traição e de intriga e “isso pode ser por causa da sua grandeza, mas este cenário provavelmente vai continuar a perseguir o partido nos próximos tempo”.

“É preciso muita firmeza por parte da atual liderança que saiu deste congresso, mas também espero que seja exigida muita responsabilidade de todas as estruturas dos órgãos que saíram deste décimo congresso para realmente dar o partido a oportunidade não só de ganhar as eleições, mas para poder conservar caso ganhe o poder conquistado nas urnas”

O analista político diz ainda que as instabilidades e divergências verificadas durante o último mandato de Domingos Simões Pereira é uma continuação das instabilidades vividas pelos antigos presidentes do mesmo partido libertador.

“Quando procuramos ver o PAIGC a partir da abertura política e qual tem sido a relação dos seus presidentes com a estrutura do partido e também com os partidos adversários, exatamente o que aconteceu com Domingos Simões Pereira nos últimos dois mandatos foi o que aconteceu com os seus antecessores”.

O comentador disse ainda que o PAIGC é um partido onde as clivagens internas é muito mais visível do que nas outras formações políticas.

Domingos Simões Pereira foi reeleito, ontem, com mais de 91 por cento dos votos e deve ficar à frente do partido nos próximos 4 anos.

No seu discurso da vitória, Simões Pereira fala na coesão interna e na vontade do partido voltar a dirigir o país a partir das próximas legislativas, para desta forma devolver a esperança do desenvolvimento ao povo guineense.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

 

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