O analista político da Rádio Sol Mansi (RSM), Rui Jorge Semedo, diz que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) não deve impor para este ano de 2018 a realização das eleições legislativas porque a Guiné-Bissau tem as suas próprias leis

Numa análise, esta terça-feira (06), dos trabalhos da última delegação da CEDEAO que estava no país, ontem, que diz querer que as eleições legislativas sejam feitas ainda neste ano de 2018, Rui Jorge Semedo diz que as imposições da CEDEAO podem agravar ainda mais a situação do país.

“A Guiné-Bissau tem a obrigação de fazer a CEDEAO compreender que te as suas próprias leis como qualquer outro país membro da organização”, sustenta.

Para Semedo o país deve mostrar a sua soberania evitando imposição de outros países porque a realização das eleições não resolverá os problemas nacionais mais é importante para restruturação da soberania nacional.

“As imposições da CEDEAO não devem estar acima das leis do país. O importante é entender que o atraso verificado no cumprimento do cronograma eleitoral em parte não é só da responsabilidade do Estado da Guiné-Bissau muito embora o país deve ser soberano para não depender de outros para realizar o que é da sua responsabilidade (eleições). Houve atrasos no apoio financeiro e material para que o processo decorra na extrema normalidade e isso origina o atraso e a CEDEAO deve orientar o país para que as pessoas se adeqúem com novas exigências que visam a concretização do escrutínio”, explica.

Entretanto, o primeiro-ministro admite que existe uma necessidade de reforçar a comunicação entre o governo e os partidos políticos e entre o GTAPE e os cidadãos. Sobre as declarações o analista da RSM, Rui Jorge Semedo sustenta que o chefe do executivo reconhece que “não está a fazer um bom trabalho” e por isso “deve parar mão á palmatórias” para perceber que fez um trabalho “péssimo” e para depois fazer as correcções.

“GTAPE está a cometer um erro muito grave de substituir os brigadistas só porque reclamam o pagamento mas não vê que a própria instituição não fez um trabalho como deve ser. Toda esta situação de tentar mudar brigadistas pode trazer outros contornos porque vivemos num momento em que o nível de contestação é muito elevado e como se poderá justificar a mudança e o número das pessoas formadas. Quem irá acreditar nisso? (…) Esta é mais uma situação que será contestada e levantada a questão de transparência ”, adverte.

Rui Jorge Semedo, analista da RSM, sobre os últimos desenvolvimentos político do país e alerta, no entanto, que a Guiné-Bissau deve mostrar a sua soberania nacional evitando a manipulação de outras organizações internacionais.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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