Lepra. GUINÉ-BISSAU REGISTA 64 CASOS SEM REGISTO EM MENORES DE 12 ANOS

A Guiné-Bissau registou 64 casos de lepra (mal de Hansen) nos últimos seis anos, sem qualquer ocorrência em crianças com menos de 12 anos.

Os dados foram divulgados no sábado pelo dermatologista guineense Sílvio Coelho, durante o programa “Tchitchor na Ronda”, da Rádio Sol Mansi, dedicado ao tema “Situação da Lepra na Guiné-Bissau”.

Segundo o médico, a maioria dos casos diagnosticados corresponde a pessoas com idades compreendidas entre 35 e 45 anos, faixa etária considerada relativamente jovem, o que, na sua análise, exige maior atenção das autoridades sanitárias no que diz respeito ao diagnóstico precoce e à prevenção da doença.

“Nos últimos seis anos, temos 64 casos de lepra, sem registo em menores de 12 anos. As idades variam entre 17 e 82 anos, mas maior concentração é entre os 35 e 45 anos, com maior número de casos registados nos homens”, explicou o dermatologista.

Sílvio Coelho indicou ainda que a região de Gabú apresenta a maior taxa de prevalência da doença, a par da região sanitária de Bissau, no período em análise.

“Uma das regiões com mais casos de lepra na Guiné-Bissau, nos últimos seis anos, é a região de Gabú, com 15 casos diagnosticados. A região sanitária de Bissau regista 12 casos, seguida de Bafatá e da região de Oio, que no ano passado apresentou um aumento do número de casos”, realçou Sílvio Coelho.

O dermatologista destacou igualmente o papel do Hospital de Cumura, situado nos arredores de Bissau, que continua a ser uma referência histórica e atual no tratamento da lepra na Guiné-Bissau e na África Ocidental, incluindo a existência de uma aldeia destinada a doentes.

No entanto, o especialista sublinhou que vários países com índices elevados de lepra têm vindo a desencorajar o modelo de aldeias para doentes, por considerarem que este tipo de abordagem pode afetar negativamente a autoestima e reforçar o estigma social.

“Hoje, a política na maior parte do mundo, incluindo nos países com maior prevalência da lepra, tem vindo a desencorajar o modelo de aldeias, apostando na inclusão social dos doentes”, salientou o médico.

Por fim, Sílvio Coelho esclareceu que não existe, até ao momento, qualquer comprovação científica de que a lepra seja transmitida geneticamente, contrariando crenças ainda persistentes em algumas comunidades.

Por: Marcelino Iambi

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