SINDICATOS VOLTAM A PARALISAR SECTOR DO ENSINO
Os três sindicatos do ensino da Guiné-Bissau (SINAPORF, SINDEPROF e SIESE) confirmam o início, hoje (07), da nova greve no sector e desta vez durante um mês. Apesar da greve as aulas funcionam a meio gás em algumas escolas do país
Numa entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), o porta-voz de colectivo, Bunghôma Duarte Sanha, disse que apesar de muitas tentativas - a greve vai persistir e logo no próximo dia os sindicatos vão dar entrada a um novo pré-aviso de greve para continuar a exigir a implementação imediata da carreia docente e o pagamentos dos salários em atraso.
“A greve está de pé a nível nacional. E reafirmamos a nossa força cada vez que existe pressão em bloquear as nossas reivindicações. Vamos resolver esta situação com os assuntos em cima da mesa e não por via de força e daqui a 27 corrente vamos dar entrada a novo pré-aviso de greve”
Bunghôma diz ainda que o grupo de professores que está disposto a iniciar as aulas apesar da greve anunciada está a ser aliciado por grupo de pessoas que pretende desviar a atenção.
“Cada luta não é aderida por todas as pessoas e durante a nossa luta pela libertação nacional existem pessoas que são chamadas de melícias porque apoiaram colonização, mas como a verdade prevaleceu a luta foi vencida. Então, é um grupo de seis pessoas que está a ser encomendada e sabemos a que formação política pertence, sabemos com quem estamos a lidar e estas pessoas não têm cartão de nenhum sindicato”.
Entretanto, as duas organizações estudantis criadas recentemente no país, divido ao atraso no início das aulas nas escolas públicas, apelaram os alunos a irem as aulas dependentemente do que está acontecer no sector educativo.
Apelos registados durante uma ronda, hoje (07), que a RSM fez nos diferentes liceus da capital Bissau para constatar a presença dos alunos e professores nas salas de aulas como tinha anunciado o ministro da educação.
De acordo com Bacar Mane, porta-voz do movimento, volta a apelar o governo assim como sindicatos no sentido de voltarem a messa para negociar como forma de evitar os transtornos que afecta o início das aulas nas escolas públicas.
O coordenador de grupo dos estudantes autodenominada iniciativa “Carta-21”, Franique Alberto da Silva, pede os alunos no sentido de retomarem as aulas para posicionar melhor sobre greve nas escolas públicas.
“Os alunos estão nas escolas e as aulas funcionam na medida de possível e pedimos os alunos para comparecerem”.
A RSM constatou a presença dos professores na escola Rui Barcelos da Cunha, no Agostinho Neto e no Liceu Nacional Kwame Krumah.
Entretanto, os professores ouvidos pela RSM pedem os alunos para comparecerem as salas de aulas.
“A presença dos alunos é fraca e parece que os alunos não estão com vontade de vir a escola sendo que desde a semana passada foi pedida as suas comparências e temos mais de 130 num universo de 140 professores dispostos a dar aulas”
Já o novo sindicato denominado Frente Nacional dos Professores e Educadores (FRENAPROFE) solidariza, com a greve convocada pelos sindicatos do sector de ensino, nomeadamente, o SINAPORF, SINDEPROF e SIESE.
A posição tornada pública durante uma conferência de imprensa, realizado pela direção executivo da frente nacional dos professores e o secretário nacional do FRENAPROFE, Hélder Có, considerou ainda a luta dos outros sindicatos do sector de educação de uma luta difícil.
Hélder Có acusa o primeiro de ministro de não ter a vontade a negociar com os sindicatos.
A greve convocada pelos sindicatos do sector educativo começa hoje (07) e, no entanto, grupo de professores de algumas escolas anunciaram que não aderir a paralisação de 30 dias.
No entanto, na semana passada o colectivos dos alunos e o Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados pediram os pais e encarregados de educação dos alunos para não mandarem os seus filhos para as salas de aulas no dia 10 (quinta-feira) porque ameaçam paralisar por completo todas as escolas privadas.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá / Anézia Tavares Gomes
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