O chefe da delegação guineense fez o balanço positivo das negociações sobre a zona de exploração conjunta com o senegal. As negociações decorreram nos dias 01 a 03 de Agosto corrente, em Dacar - Senegal

Apolinário Mendes de Carvalho fez a observação, esta segunda-feira (06), em conferência de imprensa, no ministério dos negócios estrangeiros, para proceder o balanço dos trabalhos das negociações decorridas na última semana.

“É um assunto importante que actualmente tem um interesse crescente na sociedade guineense. As negociações de Dacar correram bem para esta fase que estamos e as partes têm trabalhado num ambiente de cordialidade e de crescente compreensão daquilo que são as razões e as motivações que animam as partes nestas negociações”, enfatiza.

As partes voltam a reunir-se em Bissau entre os dias 27, 28 e 29 de Agosto já com mandatos concretos para concluir o projecto de revisão dos acordos.

Neste sentido, Apolinário de Carvalho garante que a delegação que chefia vai empenhar-se para corrigir “um erro histórico” e para que os acordos reflictam os interesses das partes.

“O acordo não é equitativo e nós da Guiné-Bissau queremos a continuação da zona e dos instrumentos que criam gestão e cooperação entre os dois países mas com base no acordo que reflecte os interesses nacionais das duas partes”, explica.

Mendes de carvalho pediu, por outro lado, os guineenses no sentido de acompanharem a equipa negocial neste processo e critica certas opiniões em relação ao processo das negociações.

“Num processo de negociações este tipo de declarações (contra as negociações neste período) podem perturbar o processo e queremos que os guineenses nos acompanhem para sentirmos confiantes. É bom que não haja atitudes os comportamentos que possam perturbar este processo”, exorta.

A questão da partilha dos recursos provenientes da plataforma continental, autorização de pirogas da pesca artesanal na zona e a questão de reembolso das despesas ligadas as pesquisas petrolíferas realizadas por um dos Estados antes da conclusão do acordo, constituem pontos de bloqueios nestas negociações que serão retomadas no dia 27 de agosto, em Bissau.

A chamada zona de exploração conjunta, entre a Guiné-Bissau e o Senegal foi constituída em 1993, após disputas dirimidas nos tribunais internacionais.

A zona em apreço comporta cerca de 25 mil quilómetros quadrados da plataforma continental e é gerida por uma agência de gestão e cooperação, baseada em Dacar, actualmente presidida pelo antigo primeiro-ministro, Artur Silva.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

Podcast

podcast

Escute quando quiser as emissões da Rádio Sol Mansi.

 

 

 

Ouvir

Escreva à RSM

email 

Entre em contato com a Rádio Sol Mansi.

Continuar

Ajuda RSM

helpContribua para a manutenção dos nossos equipamentos e a formação da nossa equipa.

Ajuda

Subscreva notícias

Questo sito fa uso di cookie per migliorare l’esperienza di navigazione degli utenti e per raccogliere informazioni sull’utilizzo del sito stesso. Leggi di più