Fístula obstétrica: ZONA LESTE APRESENTA MAIOR PREVALÊNCIA DOS CASOS

Os dados dos casos fístulas existentes no país, revelam que a zona leste é a que apresenta maior prevalência. Conforme os dados obstétricos revelados pelos responsáveis desta instituição, o Setor Autônomo de Bissau situa-se na segunda posição e a zona insular apresenta os menores números.

Estes números foram avançados, hoje, pelo médico Urologista e igualmente responsável dos serviços de cirurgia - geral do Hospital Nacional Simão Mendes, Siuna Guad, numa entrevista à Rádio Sol Mansi, à margem do lançamento da campanha de reparação de fístula obstétrica que teve lugar no Hospital Nacional Simão Mendes.

O médico, que aponta as estatísticas das campanhas realizadas sobre o tratamento da fístula, disse que o fator cultural continua a ser uma das causas para o aumento desta doença que tem apoquentado as mulheres guineenses.

“A situação ainda prevalece por causa das questões culturais. Uma gravida, em muitas zonas, não é lavada ao hospital sem que o seu marido decida”, alerta.

Já no ato do lançamento da campanha de recuperação da fístula obstétrica, o representante do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) na Guiné-Bissau, Jocelyn Fernard, citando os dados da universidade internacional John Hopkins, a incidência da doença no país, seria de 64 casos por ano e até ao momento mais de 347 mulheres foram atendidas e apoiadas.

“Este resultado não nos deve fazer esquecer que cerca de trinta mulheres que vivem com fístula obstétrica não puderam ser rastreadas e, portanto, não poderão beneficiar da experiencia e cuidados dos especialistas. Este número pode parecer marginal, mas ao longo dos anos, representa centenas de mulheres na Guiné-Bissau que ficam atrás durante as campanhas”, alerta o representante do FNUAP.

Em nome do governo, a secretaria de Estado de Gestão Hospitalar disse que está em curso uma estratégia nacional de prevenção e tratamento da fistula obstétrica que visa a implementação das ações multidisciplinares com as intervenções dos parceiros nacionais.

“A fístula obstétrica constitui uma das preocupações do governo da Guiné-Bissau da inciativa presidencial”, garante.

A Fístula obstétrica é uma ruptura no canal vaginal que causa incontinência urinária e provoca à exclusão social das mulheres. Suas principais causas são partos prolongados e sem assistência médica atempada, a gravidez e o casamento precoce.

O estigma associado à fístula é tão grande e as mulheres na sua maioria das vezes não têm uma vida social ativa. 2030 é a meta para acabar com esta doença no mundo, e na Guiné-Bissau os médicos dizem que a sensibilização deve ser usada como uma ferramenta de luta.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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