“ESTAMOS É COM FOME E NÃO VAMOS PARAR DE PEDIR ESMOLA”, lamentam funcionários de correios com anos sem salário
Os funcionários dos Correios da Guiné-Bissau foram dispersados hoje pela força de segurança, em frente ao Palácio da República momento em que realizava uma vigília silenciosa.
A vigília visa chamar a atenção do Chefe de Estado por forma a obter um encontro, e assim obter resposta de uma carta enviada desde 21 de junho, na qual passaram informação relativo a “Carta de Conforto” cuja resposta estão a solicitar ao governo para assinar.
Em entrevista só a RSM, o Presidente do Sindicato de Base dos Correios, Tefna Tambá, afirma que foram dispersados pela Polícia da Ordem Pública através de linguagens impróprias contra os funcionários.
“policia de ordem publica, segurança da presidência vieram e falaram connosco então chegou a bocado propriamente força do ministério do interior (força de segurança). (…) aquilo que estamos a andar é para ter encontro com o Presidente para situar o que está a passar, porque todos os seus conselheiros têm o conhecimento, e mandamos uma carta e ninguém nos recebeu”, explica.
Tefna Tambá confirma que amanhã, vão continuar com a vigília no mesmo lugar, ou seja em frente ao palácio da República até ao dia em que forem recebidos pelo Presidente da República.
“Imagina desde de mês de fevereiro que escrevemos a carta e escrevemos outra carta no mês de junho ninguém nos recebeu, porque o Presidente não tem conhecimento da carta, porque sabemos se ele tivesse o conhecimento vai nos receber, e amanhã vamos voltar a presidência. Não somos violentos, estamos é com fome e não vamos parar de pedir esmola”, lamenta.
Refira-se que o governo tem uma divida com os funcionários dos Correios da Guiné-Bissau de 150 meses, e nestes dias estão a fazer vigília em frente ao Palácio da República, Ministério dos Transportes e Comunicações e em frente ao Palácio do governo, para exigir da parte do chefe do Executivo assinatura da “Carta de Conforto”.
Por: Bíbia Mariza Pereira
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