Diferentes técnicos do sector privado e público e de organizações não governamentais que atuam na área do ambiente, juntaram-se esta quarta-feira para a validação do Plano de Acção Nacional da Convenção do Combate à Desertificação.
O encontro vem no âmbito do alinhamento do plano da Ação Nacional de Luta contra a Desertificação na Guiné-Bissau, alinhado à estratégia decenal 2008-2018 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação.
O diretor-geral das Florestas e Fauna, Hipólito Djata, disse que o plano vai ajudar na conservação dos recursos naturais do país.
"É um plano que pensamos que vai ajudar na conservação dos recursos naturais, sobretudo recursos florestais, assim como conseguir realizar o repovoamento nas zonas degradadas para poder conservar o ambiente", adiantou Hipólito Djata.
A desertificação afeta atualmente um quarto da superfície do globo. Em África, mais de um bilhão de hectares, ou seja 73% das terras secas, servindo a agricultura, são moderada ou gravemente afectadas pela desertificação.
Nelson Dias, da União Internacional para a Conservação da Natureza, alertou para a ameaça da desertificação. Por esse motivo, disse que "é necessário priorizar o uso e as leis da terra, a gestão florestal e a floresta comunitária" para prevenir e reduzir os efeitos do fenómeno.
"A desertificação está à porta, porque o nosso sistema de produção alimenta a aproximação do deserto. A agricultura, o sistema que nos temos é um dos mais impactantes para criar problemas nos solos, para degradar savanas", concluiu Nelson Dias.
A visão geral da estratégia decenal visa "desenvolver uma parceria global para reverter e prevenir a desertificação e a degradação do solo e mitigar os efeitos da seca nas áreas afectadas", a fim de contribuir para a redução da pobreza e insegurança alimentar e promover a sustentabilidade ambiental.