O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas realizou, nesta quinta-feira, a 10ª sessão do ciclo de conferências sobre o tema "Juventude Guineense: situação organizacional, situação social e perspetivas; Que políticas para o sector da Cultura na Guiné-Bissau".
O jovem Domingos Bajone, um dos participantes, manifestou descontentamento com a falta de representação do governo no evento, defendendo ser fundamental a presença do executivo, enquanto decisor.
"Se notarmos nesta conferência só estamos nós jovens, que somos beneficiários, mas falta os decisores", observou Domingos Bajone. O jovem afirmou que, na ausência de representação do governo, não haverá quem levará as ideias trocadas durante o debate.
"Por isso, digo que deve ter um engajamento do Estado a carências a nível da juventude, deve garantir a educação para todos, mas se o Estado não participa neste tipo de conferências, as ideias dos jovens nunca serão levadas em conta", defendeu.
Para a socióloga Alzira Rocha, o governo deve criar mais centros de estudos e bibliotecas para melhor apoiar a formação dos jovens.
"Os jovens têm que ser apoiados como nos outros países. Um jovem que vem de estudos à procura de trabalho, é exigido que tenha logo 4 a 5 anos de experiencia, mas como pode provar o seu valor se nunca trabalhou?", questionou a socióloga.
Na opinião da representante do Fundo das Nações Unidas para a População, falta uma federação dos jovens que possa congregar todas as associações e onde possam falar numa só voz para defender o interesse de todos, independentemente da cor partidária, situação económica, social e interesses de cada um.