Justiça: CHEFE DE ESTADO CONSIDERA DE INESQUECÍVEL CASO DE 1 DE FEVEREIRO DE 2022 PROMETE JULGAMENTO PARA BREVE
O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, considera de inesquecível os casos de 1 de fevereiro e seis bilhões de fcfa, e garante para breve o julgamento destes casos.
O chefe de estado que falava esta terça-feira (05-03) após a visita efetuada às obras de construção em curso na lagoa de M´batonha, disse que estes acontecimentos ou seja as autoridades judiciais terão como prioridade o julgamento da suposta tentativa de golpe de estado de fevereiro de 2022 e casos do desvio de seis bilhões de fcfa.
“Já foram acusados os processos e o povo tem que saber quem está envolvido. Sou chefe de estado e homem de bem, por isso, quem está envolvido vai a justiça”, garantiu Sissoco Embaló.
Passados já dois anos desde o ataque ao Palácio do Governo onde segundo os dados oficiais foram mortas 11 pessoas e mais de trinta civis e militares se encontram detidos aguardando o julgamento.
Os acusados da suposta tentativa de golpe de estado de 1 de fevereiro de 2022 estiveram detidos nas celas da Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública, e acabaram por ser transferidos para as instalações militares da base aérea, em Bissau, onde, segundo as informações, as condições desses detidos pioraram.
Já relativamente à atual situação política vigente no país, o chefe de estado Sissoco Embaló, aconselha os partidos a concentrarem-se nos próximos embates em vez de continuar atacar o presidente da república.
“Eu penso que as pessoas devem primeiro preocupar-se com as eleições que se avisinham”, rematou.
No passado dia 31 de novembro, o ministério público deteve o ministro das finanças Suleimane Seidi e o secretário de estado do tesouro António Monteiro suspeitos de crimes de falsificação de documentos, peculatos e entre outros crimes segundo o ministério público instituição detentora de ação penal.
Estas detenções motivaram a invasão das instalações da Polícia Judiciária em Bissau pelos agentes da Guarda Nacional e consequente ataque ao aquartelamento da Brigada de Intervenção e Reserva BIR pelo estado maior. Em reação a esta situação o chefe de estado Umaro Sissoco Embaló dissolveu o parlamento considerando que foi o mentor das instabilidades no país.
Por: Ussumane Mané
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