Governo: ELEVAÇÃO DO ARQUIPÉLAGO DOS BIJAGÓS AO SÍTIO DO PATRIMÓNIO MUNDIAL NATURAL DA HUMANIDADE, É UM DESÍGNIO NACIONAL
O ministro do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática considerou hoje a elevação do arquipélago dos Bijagós ao sítio do Património Mundial Natural da UNESCO, como um desígnio nacional que o país conquistou.
“Este [a elevação do arquipélago dos Bijagós ao sítio do Património Mundial Natural da UNESCO] é um desígnio nacional, não do Ministério do Ambiente, mas da República da Guiné-Bissau, principalmente dos povos Bijagós”, diz o governante ao intervir no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, dois dias, após a inscrição do arquipélago dos Bijagós, ao sítio do Património Mundial Natural da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), durante a 47ª Sessão do Comité do Património Mundial da organização, realizada em Paris, França.
Viriato Cassamá anunciou que “a nossa candidatura passou unanimemente, porque é uma proposta bem trabalhada, por isso, é uma oportunidade enorme que o país conquistou, já reuni com o diretor-geral do Fundo do Património Mundial, que nos mostrou toda a abertura para que podemos implementar o desenvolvimento sustentável nas ilhas Bijagós”, revelou Cassamá, para de seguida garantir que “este é apenas porta de entrada e, não podemos estar apenas a festejar, todos nós, a partir de agora temos que arregaçar mangas porque é o início de um grande processo e todos os guineenses são convidado e convocado para unirmos a volta desta causa nobre e da nação”
Entretanto, questionado na ocasião sobre algumas preocupações levantadas, após o anúncio da inscrição das três ilhas Bijagós ao sítio do Património Mundial Natural da UNESCO, relativamente à questão da pesca artesanal, desenvolvimento do turismo e a transformação da indústria petrolífera, Viriato Cassamá diz que tudo está precavido no dossiê.
“Tudo está precavido no dossiê, é o que dizemos, conceito de desenvolvimento sustentável. O país não deve ser refém dos seus recursos naturais, há recursos naturais e temos que explorar, mas, com base nas regras, temos que utilizar as tecnologias mais limpas para que possamos explorar e manter o equilíbrio que temos hoje. Nós, governo, sabemos perfeitamente o que as ilhas Bijagós dispõe sob ponto de vista da riqueza da biodiversidade e também os recursos naturais que dispõe, temos que trabalhar para que tudo caminhe para um bom porto, aliás, é a missão do IBAP, (Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas) temos os nossos delegados nas ilhas, mas temos que ser muito mais rigoroso a partir de hoje, porque é um compromisso mundial, as ilhas dos Bijagós hoje não vai ser gerida apenas pela Guiné-Bissau mas por todo o mundo, que vai ser explorada tem que ser com a transparência”.
Das 88 ilhas que compõem o arquipélago, as autoridades decidiram candidatar-se ao ecossistema aquático das três ilhas, nomeadamente: João Vieira e Poilão, Orango e Urok.
O arquipélago como um todo, já é uma reserva da Biosfera da UNESCO, as ilhas dos Bijagós são um verdadeiro tesouro da biodiversidade, com uma riqueza única de ecossistemas marinhos, uma biodiversidade extraordinária e um albergue de espécies migradoras, tornando-as uma das mais ricas em termo da biodiversidade na África Ocidental.
Por: Braima Sigá
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