GOVERNO E BAD LANÇAM PROJETO DE APOIO À GESTÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
O governo anuncia esforços suplementares para alcançar elevados padrões de qualidade na gestão da administração pública para responder às exigências dos cidadãos
“ A nossa aposta é de dedicar esforço suplementares para alcançar elevados padrões de qualidade na gestão da administração, condição sine qua non para responder às exigências dos cidadãos e de todos os utentes da administração pública”, diz a ministra da Administração Pública, Mónica Buaro da Costa, na cerimónia de lançamento do Projecto de Apoio à Gestão da Administração Pública (PAGAP).
Segundo a ministra, a aplicação desta tecnologia digital ajudará a resolver os problemas da massa salarial que o país enfrenta. Por exemplo, "em 2020, a massa salarial representa 84% real da arrecadação de imposto, o maior índice da sub-região. Isso significa que por cem dólares arrecadados em impostos, oitenta e quatro dólares foram gastos com salario”.
Já em 2025, adianta a governante, “com a utilização do blockchin o rácio se situa a volta de 65%, embora ainda elevado, em comparação com o rácio de convergência da UEMOA que é 35%, já se denota uma melhoria significativa”
O representante adjunto do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD), Rómulo Corrêa, também acredita que o projecto oferece uma resposta concreta e inovadora destinada a fortalecer o estado e modernizar a administração pública.
“ A Guiné-Bissau mostrou uma resiliência notável nos últimos anos com o crescimento económico encorajador de 4.4% de 2023, e de 5.1% 2024, no entanto, alguns desafios persistem tais como: o elevado nível da dívida pública representado ainda em 80.3% do PIB e uma taxa de pobreza que afeta mais de 60% da população, perante estes desafios, o Projecto de Apoio à Gestão da Administração Pública oferece uma resposta concreta e inovadora destinada a fortalecer o estado e modernizar a administração pública, condição essencial para estabilidade e desenvolvimento. Vai ainda permitir o melhor controlo dos efectivos, eliminação de duplicações e maior fiabilidade das despesas públicas”, sublinhou.
Segundo a ministra da Administração Pública, a Guiné-Bissau é um dos primeiros países da África Ocidental a utilizar este mecanismo do controlo,.
Por: Braima Sigá
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