Economia: ANALISTA ECONÓMICO ALERTA QUE DÍVIDA PÚBLICA CONDICIONA CRESCIMENTO DA GUINÉ-BISSAU

O economista guineense José Nico Djú alertou esta quarta-feira que o elevado nível da dívida pública, que atingiu 82,3% do Produto Interno Bruto (PIB), continua a comprometer o crescimento económico da guiné-bissau e a dificultar a execução de políticas públicas sustentáveis.

Em declarações à rádio sol mansi, nico djú defendeu uma gestão mais racional da dívida, orientada para investimentos produtivos, sob pena de comprometer a credibilidade do país junto dos parceiros internacionais e da união económica e monetária da áfrica ocidental (UEMOA).

O economista advertiu que a situação atual pode afetar o funcionamento do setor privado e reduzir a capacidade do estado de arrecadar receitas.

“em 2023, a dívida representava 82,2% do pib. o aumento revela uma tendência preocupante”, sublinhou.

No seu relatório económico mais recente, divulgado terça-feira em bissau, o banco mundial recomenda à guiné-bissau a racionalização das despesas fiscais, o alargamento da base do iva, o reforço dos impostos sobre o rendimento, a revisão das taxas aplicadas aos combustíveis e bebidas alcoólicas e a melhoria dos mecanismos de transparência e supervisão.

Nico Djú considera ainda essencial combater a informalidade e a fuga fiscal. “existem empresas que operam como se estivessem num paraíso fiscal. isso enfraquece o estado e impede o aumento da pressão fiscal interna”, afirmou.

O relatório também indica que a pressão fiscal do país está abaixo da meta de convergência da uemoa, fixada em 20% do pib. segundo nico djú, este défice compromete os compromissos assumidos com os parceiros da sub-região.

Ainda assim, o Banco Mundial destaca alguma resiliência da economia guineense em 2024, com um crescimento ligeiramente acima dos 4,4% registados em 2023. a inflação também abrandou para 3,8%, contra os 7,7% do ano anterior.

O défice orçamental situou-se em 7,3% do pib, refletindo um maior controlo das despesas e o aumento das subvenções internacionais, apesar das receitas internas terem ficado aquém do previsto.

Para o período 2025–2028, o banco mundial antevê um crescimento médio de 5,1%, impulsionado por uma boa campanha de caju, o dinamismo do setor dos serviços e os investimentos contínuos em infraestruturas.

 

Por: Ussumane Mané

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