Cimeira da CPLP: “A PRESIDÊNCIA DA GUINÉ-BISSAU SERÁ DE ESCUTA E AÇÃO”, Carlos Pinto Pereira
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, Carlos Pinto Pereira, afirmou hoje que a presidência rotativa da CPLP, que a Guiné-Bissau vai assumir amanhã, será da escuta e de ação.
“A nossa presidência será de escuta e de ação, uma presidência que aposta na cooperação Sul/Sul, na inovação local, na valorização do conhecimento tradicional e no envolvimento activo da sociedade civil, das universidades, do setor privado e das comunidades locais”, promete o chefe da diplomacia guineense, Carlos Pinto Pereira, ao presidir o encerramento da 30ª reunião ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa, realizada esta quinta-feira, em Bissau.
Carlos Pinto Pereira reiterou na ocasião a importância de fortalecer “a concertação política e diplomática da CPLP, integrando a soberania alimentar nas declarações multilaterais e articulando com as organizações regionais e internacionais como a CEDEAO, a UA, G77 mais a China”.
“Esta reunião é um ponto de partida, a CPLP deve continuar a afirmar-se como a comunidade de resultado com impacto directo nas vidas das nossas cidadãs”, declara.
Na mesma intervenção, em que Carlos Pinto Pereira fez-se acompanhar do ex-secretário executivo da CPLP, Zacarias da Costa, afirma que a reunião de Bissau, demonstrou que o bloco lusófono é uma plataforma viva, dinâmica e pronta para responder com soluções concretas aos desafios comuns.
“Esta reunião demonstrou que a CPLP é uma plataforma viva, dinâmica e pronta para responder com soluções concretas aos desafios comuns que enfrentamos. A Guiné-Bissau orgulha-se de assumir a presidência [rotativa] do Conselho de ministro da CPLP para o biénio 2025-2027, num momento em que o mundo clama por mais solidariedade, mas justiça e mais ações coletivas e fê-lo sobre o lema espirrador a CPLP e a soberania alimentar, um caminho para o desenvolvimento sustentável”.
O governante guineense e agora novo líder do Conselho de Ministros do bloco lusófono, adiantou que durante o trabalho desta quinta-feira, em Bissau, validaram “a proposta de agenda CPLP para a soberania alimentar, alicerçada na boa governança, no acesso equitativa aos alimentos e na valorização de produção local e dos pequenos produtores”.
Carlo Pinto Pereira informou ainda que “reforçaram o papel da aliança global contra a fome e pobreza como espaço multissectorial de concertação, articulação de esforço e mobilização dos recursos para erradicar as desigualdades alimentares que ainda afetam os nossos povos”.
A XVª cimeira dos chefes de Estados e de Governos da CPLP a decorrer amanhã, em Bissau, sob o lema: "A CPLP e a soberania alimentar, um caminho para o desenvolvimento sustentável", será a primeira desde a criação do bloco em que nem o chefe de Estado ou de Governo português vai marcar a presença.
Por: Braima Sigá
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