RUI JORGE CRITICA ACÇÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO DURANTE O SEU EXERCÍCIO

O comentador político da Rádio Sol Mansi (RSM) defende que um dos erros de Aristides Gomes - como primeiro-ministro - durante o ano 2018, é a liquidação da divida que o governo contraiu com ele em 2005, sem cuidar, no entanto, de liquidar a devida do governo com os servidores públicos

O politólogo Rui Jorge Semedo, falava numa entrevista especial da radio Sol Mansi, sobre actuação do governo durante o ano 2018, na qual aponta a questão do processo eleitoral como fracasso também do chefe do executivo.

“Todos vimos que o governo teve dificuldades, uma das primeiras foi a questão do processo eleitoral, porque na altura em que o primeiro-ministro foi nomeado ele não tinha nenhuma outra preocupação se não para assumir o cargo, aceitou o cargo sem saber qual é a condições do país para o desafio que ele vai assumir e depois de assumir ficou um bom par de tempo em silêncio confiante de que vai conseguir vencer as dificuldade. É o que resultou na situação que estamos a viver hoje de uma onda de contestação, não só ao processo de recenseamento em si, mas também da própria postura do senhor primeiro-ministro, que logo tomou o poder liquidou a divida que o governo guineense contraiu com ele, mas não pagou os professores, médicos a divida que o governo tem com eles e nem tão pouco preocupa cuidar de outros aspectos sociais que poderia permitir uma situação mais confortável de ponto de vista de inteiração institucional e social”

Rui Jorge Semedo reconhece por outro lado o esforço positivo que Aristides Gomes teve durante este ano, tem de em conta a questão de reajuste salarial aos servidores públicos.

“Na verdade houve um esforço significativo positivo feito pelo governo, sobre tudo quando observamos a questão do reajuste salarial, todos nós sabemos, que a Guiné-Bissau é um país que praticamente não tem a produção, depende de uma única produto da exportação que é a caju, e que este ano infelizmente não teve sorte, a campanha correu mal, então não teve um suporte financeiro que lhe permite ter uma margem de manobra, mas mesmo assim face a pressão desencadeado pela UNTG, que na verdade foi uma postura que o país precisava, ter um sindicato muito interventivo para pressionar o governo à sumir as suas responsabilidade e governo sem margem de manobra acabou por fazer ginástica na medida de possível para fazer reajuste salarial o que é positivo por isso é bom elogiar o esforço do governo neste sentido”.

O ano 2018 ficou marcado com a nomeação de Artur Silva como primeiro-ministro, no dia 30 de janeiro depois de Umaro Sissoco Embalo, pediu a sua emissão e no dia 16 de abril chefe de Estado através do decreto presidencial, exonerou Artur Silva do cargo do chefe do governo e nomeou Aristides Gomes para ocupar a função devido consenso entre os políticos.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá

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