ONU AJUDA NA AUTONOMIA DO SECTOR DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

As Nações Unidas vão desembolsar 800.000 dólares (cerca de 450 milhões de franco CFA) para apoiar o sector de comunicação social da Guiné-Bissau. O apoio enquadra-se no projecto “Impulsionar o sector da média para maior paz e estabilidade na Guiné-Bissau”

No âmbito do projecto é apresentado esta sexta-feira (04), em Bissau, o Consórcio Media Inovação e Comunicação Social (CMICS). A ocasião serviu também para o lançamento do concurso de Bolsa de Jornalismo de Investigação.

Depois da apresentação da “bolsa para produção de jornalismo de investigação”, a Chefe da Unidade de Informação Pública do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), Júlia Alinho, em declaração à imprensa, disse que o projecto irá impulsionar o sector de média para uma maior independência para que possa contribuir de forma positiva para a consolidação da paz na Guiné-Bissau porque “todos nós sabemos que o jornalismo tem um papel fundamental na democracia e um bom jornalismo promove a paz e promova uma democracia saudável”.

“O UNIOGBS concorreu em conjunto com o PUND (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), a um Fundo das Nações Unidas para Consolidação da Paz do qual a Guiné-Bissau é beneficiária para o apoio ao sector de média. No âmbito deste projecto conseguiram aprovar um projecto de 800.000 dólares para apoiar o sector na Guiné-Bissau, portanto criação deste consórcio surge no contesto deste projecto de apoio ao sector”.

Relativamente a “bolsa para produção de jornalismo de investigação” o diretor executivo de AD, Tumane Camara, em representação do Consorcio Media Inovação da Comunicação Social da Guiné-Bissau, assegurou que é uma oportunidade para promover uma concorrência, mas ao mesmo tempo melhorar a qualidade do jornalismo que tem vindo ser feita até agora.

“Vamos continuar com isso no sentido de reforçar a capacidade do jornalismo e criar a oportunidade de um jornalismo mais credível e mais científico possível”.

Ainda sobre a bolsa, a RSM registou a opinião da Ordem e do sindicato dos jornalistas.

Para Alfredo Maria Gomes, em representação da Ordem, a bolsa vai permitir a classe jornalística guineense focar nas matérias elencadas para investigação.

Já para Bacar Camara, em representação do SINJOTECS, a bolsa representa um passo significativo na realização de um jornalismo de qualidade e da investigação.

O Consorcio Media Inovação da Comunicação Social da Guiné-Bissau (CMICS), foi criado em Dezembro do ano passado, com o apoio do projecto “Impulsionar o sector de média para maior paz e estabilidade na Guiné-Bissau”, financiado pelo Fundo das Nações Unidas para Consolidação da Paz e conta com o apoio técnico do Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá

 

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