NO PAÍS CRIANÇA É A SEGUNDA CAMADA MAIS INFETADA PELO VIH/SIDA
Quase 7% das crianças da Guiné-Bissau estão infetadas com o VIH/SIDA, e o Secretariado Nacional das Luta Contra a Sida (SNLS) está de mão atadas porque não dispõe de meios para conter a propagação do vírus.
Os dados são do Secretariado Nacional de Luta Contra VIH/SIDA no país que neste momento afirma estar a funcionar sem meios para a identificação do real número da população infetada na Guiné-Bissau.
Apesar dos trabalhos feitos, em entrevista à Rádio Sol Mansi, Fatumata Diaray Diallo, Secretária Executiva do Secretariado Nacional da Luta Contra a Sida disse que é preocupante a subida de casos nas crianças e consequentemente na população em geral.
“Três por cento (3%) da população geral da população guineense é infetada e a percentagem é preocupante nas crianças, com 6,9 por cento, estão só abaixo dos trabalhadores do sexo que têm a maior prevalência”, explica.
Durante a mesma entrevista à Rádio Sol Mansi, que visa conhecer real situação actual da Sida no país, a responsável pela gestão da doença lamenta o facto de as crianças do país continuarem e, no entanto, Fatumata reconhece as dificuldades enfrentadas caracterizadas pela falta de meios, para fazer face ao aumento da infecção na Guiné-Bissau.
“É verdade que os números estão a aumentar porque a pandemia da Covid veio travar várias atividades que já estão a ser implementadas”, admite Diallo que avança que é necessário que o país saiba do número real e fidedigno dos infetados no país.
Apesar de reconhecer que a maior prevalência da doença é verificada na camada feminina, Fatumata Diaray Diallo afirma que são também esta camada é a que mais procuram o tratamento a nível nacional.
A situação do VIH/SIDA continua a preocupar as entidades que trabalham no sector de saúde. Diante desta situação, a responsável pela gestão da doença na Guiné-Bissau sublinha as sinergias de todos os parceiros nacionais, quer público e privado, no combate a doença no país.
Devido a atual situação, a Guiné-Bissau ainda está longe de erradicar a doença até 2030 que é a meta estipulada no Objetivo do Desenvolvimento Sustentável da ONU.
A Guiné-Bissau ainda tem vários perdidos de vista, segundo o SNLS, ainda existem falta de informações suficientes sobre a doença que é agravado com estigma e descriminação.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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