GUINÉ-BISSAU E UE VOLTAM A NEGOCIAR ACORDO DE PESCA
O governo da Guiné-Bissau voltou, esta quarta-feira (14 de Nov.), às negociações do acordo de pesca com a União Europeia (UE) ferente a sexta ronda para debater e avaliar aspectos relacionado com acordo
A parceria no sector da pesca entre a União Europeia e a Guiné-Bissau terminou em Novembro de 2017 e desde então as partes tiveram dificuldades em chegar a um acordo para a sua renovação.
Contudo as várias negociações, a Ministra das Pescas, Maria Adiato Djaló Nandigna, diz que o país “tudo fará” para que as partes cheguem a um acordo que beneficie a Guiné-Bissau e a União Europeia.
“Faz praticamente um ano desde que o último acordo chegou o seu término, após várias ondas de negociações não conseguimos rubricar acordo sobretudo na solicitação da Guiné-Bissau sobre o pagamento de contrapartida financeira. Apesar desta situação o país continua esperançado que, em breve trechos, poderemos ter um acordo que beneficia as partes”, sustenta.
Numa entrevista aos jornalistas sobre a reunião negocial, o chefe da missão governamental, Henrique da Silva, explica que uma negociação exige “muitas coisas” onde as partes defendem as suas ideias para posteriormente chegar a um acordo.
“É neste caso que estamos na sexta ronda negocial que esperamos ultrapassar o montante da convenção financeira do acordo anterior”, afirma.
Emanuel Berck, representante da União Europeia ligado ao gabinete que trata dos acordos de pesca, afirma que há uma possibilidade de entendimento sobre as quantias que poderiam justificar o aumento da contrapartida financeira que a Guiné-Bissau exige.
“Nas nossas discussões, abordamos os diferentes parâmetros e certamente que há uma possibilidade de nos entendermos sobre as quantias aumentadas que poderiam efectivamente justificar o aumento da contrapartida financeira”, admite.
Em caso da assinatura do acordo, permite que navios da Espanha, do Portugal, da Itália, da Grécia e da França pesquem nas águas da Guiné-Bissau e em troca a União Europeia paga à Guiné-Bissau 9,5 milhões de euros, superior ao acordo anterior que rondava os 9,2 milhões por ano.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi
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