EDSON INCOPTÉ DIZ QUE ÁFRICA PERDE COM EMPRESAS ILEGAIS
O comentador da Rádio Sol Mansi (RSM) para os assuntos Africanos, Edson Incopté, diz que o desenvolvimento do continente africano é travado com a intervenção das empresas multinacionais que fogem do pagamento do fisco
Numa reportagem à RSM sobre prós e contra dos últimos acontecimentos africanos no ano de 2018, Edson Incopté diz que os governantes africanos têm um importante papel na fiscalização das empresas ilícitas porque anualmente o continente africano perde mais de 50 mil milhões de dólares.
“As empresas multinacionais têm um papel importante no continente africano e o facto de fugirem das suas responsabilidades económicas e pagamentos de fiscos tem lesado e prejudicado a África. Os Estados africanos e os seus parceiros têm um papel importante em combater a prática para o próprio desenvolvimento do continente”
O aumento do fluxo migratório dos africanos para Europa que a maioria acaba por perder a vida durante a travessia, também mereceu análise do comentador da RSM para os assuntos africanos.
Para Edson, são vários factores que motivam o deslocamento das pessoas principalmente da camada juvenil, por isso deve-se criar uma política a favor da população.
“O fluxo migratório deve merecer a preocupação porque só no primeiro semestre deste ano morreram mais de mil pessoas só na travessia do mediterrâneo que são motivados pelos factores de segurança, económicos e de dinâmica social que os próprios povos sentem ameaçados e isso faz crescer onda de xenofobia em muitos países. Mas as coisas estão a falhar devido às dificuldades e fraquezas dos Estados africanos em garanti o mínimo bem-estar da própria população”.

Edson Incopté disse que a intervenção das Organizações Africanas não tem sido eficaz na resolução dos problemas porque as forças são constituídas pelos líderes africanos que actuam com base nos favores.
“Estamos a viver uma realidade onde até a União Europeia e outros parceiros conseguem ter maior peso para o saneamento dos problemas africanos do que a própria União Africana. Na nossa sub-região vemos que o papel da CEDEAO na resolução dos conflitos muitas vezes é menos forte do que o esperado, isso porque os próprios presidente e líderes africanos é que constituem esta força. Portanto, existem ainda aspectos vividos dentro destas lideranças porque ainda se verificam certas solidariedades entre os regimes dos presidentes africanos que se apoiam dentro destes organismos”.
Na mesma entrevista à RSM sobre prós e contras no desenvolvimento do continente africano em 2018, Edson foca o papel da Ruanda que passou por genocídios e situações difíceis mas que agora está a ser um exemplo de liderança e do desenvolvimento no mundo.
A questão do aumento de intervenção dos grupos terroristas na África ocidental mereceu também a preocupação do analista que aconselha uma maior atenção dos Estados africanos.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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