Economia: GUINÉ-BISSAU CORRE RISCOS DE EVASÃO FISCAL
O economista guineense e igualmente comentador permanente da Rádio Sol Mansi para os assuntos económicos, José Nico Djú, alertou hoje que a situação política vigente no país, pode reduzir o capital de investimento e aumentar a taxa de evasão fiscal.
O analista falou esta quarta-feira em Bissau numa entrevista à Rádio Sol Mansi, sobre os impactos económicos e financeiros da população e as consequências da queda do governo provocada pela dissolução do parlamento.
Nico Djú, considera que esta medida de dissolução do Parlamento pode inviabilizar as dificuldades económicas, e os panoramas económicos são totalmente desequilibrados.
“As medidas políticas vigentes no país terão os impactos económicos, sobretudo, em duas grandes dimensões, que são mediadas e imediatas” alertou o analista, numa relação financeira com a actual situação política provocada pela queda do parlamento.
As alterações do Fundo Monetário Internacional para o ano 2024 apontam para um aumento do crescimento económico na ordem de 5%.
Baseando-se nessa situação, segundo o economista Nico Djú, pode inviabilizar as medidas preventivas por parte do FMI, colocando a população numa situação económica mais catastrófica.
“Esta crise pode colocar a população numa situação mais catastrófica numa altura em que o rendimento médio está duma forma desconsiderável, o que pode reduzir o rendimento “per capita” de 560 cfa para 480 cfa, aumentando o limite de extrema pobreza”, simultaneamente.
Para o analista económico, esta situação de instabilidade política, pode ainda levar o país a uma situação de recessão económica, provocada pela fuga de quadros com capacidade de produção.
“A fuga de quadros nacionais para o estrangeiro pode provocar uma tendência numa situação económica mais catastrófica, porque o país precisa de mais idade ativa, sobretudo, com a capacidade e conhecimento laboral”, observou.
Na análise feita esta quarta-feira relativamente à situação política e económica do país, o economista e professor universitário, José Nico Djú, considera que com a fuga de quadris com capacidade e conhecimento laboral, o país obrigado será a aceitar a entrada de cidadãos estrangeiros , o que leva a uma situação de falta de condições de recebimento de investimentos acentuados no país capaz de promover o crescimento econômico e o desenvolvimento.
Para o analista Nico Djú, é preciso que o estado leve em consideração esta situação, que pode condicionar a baixa de expectativas em termos de rendimento “per capita”.
Por: Ussumane Mané
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