DIREÇÃO DE VIAÇÃO DIZ NÃO TER CONHECIMENTO DA EXISTÊNCIA DA REDE DE FALSIFICAÇÃO DA CARTA DE CONDUÇÃO
A Direcção-Geral da Viação e Transporte Terrestre diz não ter conhecimento da existência de alguma rede de falsificação de cartas de condução que facilita a circulação ilegal dos guineenses no Brasil.
As declarações do serviço da viação surge dias depois do presidente da Associação dos Estudantes da Guiné-Bissau no Estado do Ceará, no Brasil, ter denunciado a existência de uma rede de falsificação de carta da condução na Guiné-Bissau para estudantes guineenses no Brasil, o diretor técnico da viação transporte terrestre.
Em entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), Luiz Filipe Vaz Mendes diz que o seu serviço desconhece da existência da rede mas, insta o denunciante a apresentar provas que poderão facilitar o desmantelamento da presumível rede uma vez que o fenômeno tem ganhado proporções no país.
“Não sabemos de nada, porque caso contrário iremos fazer alguma coisa e acabar com esta prática. Somos os primeiros a querer pegar uma pessoa com uma carta de condução falsa. (…) Hoje em dia falsificam todos os documentos e brevemente ouvimos que a PJ prendeu algumas pessoas que fazem esta prática e de forma isolada”, explica.
Luís Felipe pede o presidente dos estudantes guineenses no Ceara a apresentar provas concretas, e sustenta que “embora não vamos menosprezar a denúncia mas, em vez de lançar boatos é importante apresentar provas que permitirão as autoridades atuarem da melhor forma.
Contudo, o responsável assegurou que a instituição responsável pela atribuição da carta de condução está a fazer o seu trabalho mas, alerta que é a Polícia Judiciária quem procede às investigações.
“Estamos interessados em credibilizar os nossos documentos”, afirma.
Na semana passada, o presidente da associação dos estudantes guineenses no Estado do Ceará denuncia que alguns cidadãos guineenses conduzem automóveis nas vias públicas do Brasil sem, no entanto, passarem pela escola de condução.
A prática, segundo a associação dos estudantes, é facilitada por uma rede de falsificação de cartas de condução, em Bissau.
Tedse Silva Soares da Gama explica um dos responsáveis na Guiné-Bissau, embora não saiba se é do ministério dos transportes ou viação, está a vender as cartas de condução da Guiné-Bissau.
O presidente da associação dos alunos explica ainda que a carta é produzida a partir da Guiné-Bissau e as pessoas pegam a mesma carta solicitando uma Carteira Nacional de Condução e fazem os serviços de uber (taxista).
Siares da Gama alerta que o Estado brasileiro poderá impedir a utilização da carta de condução da Guiné-Bissau “por causa da irresponsabilidade de alguns governantes guineenses”.
Ele pediu às autoridades para assumirem as suas responsabilidades, porque “estas situações é que nunca dão o respeito suficiente ao país”.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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