Ambiente. JORNALISTAS E INFLUENCIADORES DE ÁFRICA OCIDENTALVISITAM PROJETOS WACA DO BENIN

Termina esta terça-feira, a visita dos influenciadores e jornalistas dos paises que fazem parte do  Programa de gestao das zonas costeiras de África Ocidental (WACA)  Resip I e II  que vinha decorrendo desde  segunda-feira em Cotonou, Benin.

Nesta visista, fazem parte influenciadores e jornalistas do Benin, Togo, Mauritania, Senegal Gambia e Guiné-Bissau.

O programa de Waca começa por dar uma resposta regional a populaçoes da África Ocidental que vivem no litoral por razões de suas vulnerabilidade face aos efeitos fisicos, ecologicos e antropogénicos de alterações climáticas.

Este programa que, na primeira fase cobria seis países, Benin, Costa do Marfim, Mauritania, São tome e Principe, Senegal e Togo, é financiado pelo Banco Mundial em 221,70 milhões de dólares americanos. Na segunda fase do programa, entram a Guiné-Bissau, Gana e Gambia.

Visita ao Parque Togbin-Adounko: Exemplo de Conservação e Resiliência à Mudança Climática

Os jornalistas e influenciadores de países beneficiários do projeto WACA visitaram, nesta segunda-feira, (9.12) a Área Comunitária de Conservação da Biodiversidade da Floresta de Mangal de Togbin-Adounko. A visita foi guiada pelo Amadou Abdou Salami, membro da equipa do projeto WACA ResIP I.

Durante a visita, foi possível constatar a rica biodiversidade costeira da zona, bem como o forte engajamento comunitário e o comprometimento intergeracional na proteção e conservação da biodiversidade natural. O trabalho desenvolvido no parque Togbin-Adounko é um modelo a ser seguido por toda a África fase aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

O projeto WACA é um programa regional que visa fortalecer a resiliência das comunidades e ativos costeiros em países da África Ocidental.

Iniciativa Sustentável em Ouidah Revoluciona Agricultura

Ouidah, uma aldeia rural localizada a cerca de 30 quilômetros do centro da cidade de Cotonou destaca-se por uma iniciativa inovadora que vem transformando a prática agrícola local. Conhecida como ABC GROWER, a iniciativa conta com o apoio significativo do projeto WACA e é dedicada à promoção da agricultura ecológica e biológica, utilizando novas técnicas inovadoras para a produção de biopesticidas e fertilizantes orgânicos.

A ABC GROWER reúne homens e mulheres que trabalham juntos para desenvolver soluções sustentáveis para os desafios da agricultura. Esta ação não apenas visa combater a resistência a produtos químicos, mas também serve como uma fonte importante de geração de renda para a comunidade, conforme explicaram Ephaïm Veissou, assistente técnico, e Victoire Fanou, líder feminina do projeto.

Com o apoio substancial do projeto WACA ResIP, a ABC GROWER conta com infraestruturas e tecnologias modernas, alimentadas por um sistema solar, tornando o processo ainda mais sustentável e inovador.

Esta iniciativa tem sido uma verdadeira fonte de inspiração para os visitantes que se encantam com a combinação de práticas agrícolas tradicionais e soluções tecnológicas avançadas, promovendo um modelo de agricultura mais verde e lucrativo.

Exemplo desta prática é encontrada na vila de Savi, onde se produz tomates. Os cultivadores de tomates explicam ao grupo que com a utilização de fertilizantes produzidos em Ouidah e em base de plantas, conseguem produzir, em três canteiros com 350 pés de tomate cada,   uma tonelada de tomates que são vendidos no Benin assim como nos países fronteiriços.

Terça-feira foi de visita a zona costeira, precisamente em Grans-Popo, a 82 kilometros de capital Cotonou e na fronteira terrestre com a República do Togo.

Em Grand-Popo, os jornalistas visitaram o projeto Goma Group, cujo trabalho é estancar a erosão marítima e fluvial na costa do Benin, ou seja, é um projeto de reconstrução de praias e prevenção da erosão fluvial e maritimo.

Os trabalhos cujo avanço já são de 50%, será entregue já no próximo mês de fevereiro.

O programa de terça-feira termina com a visita a Associação das mulheres ativas para a proteção dos recursos naturais do canal Gbaga. As mulheres dessa associação, trabalham exclusivamente na trasnformação de oléo de coconete e seus derivados, em óleo de cozinha que serve também para creme de pele.

Os óleos transformados são vendidos por 2000 a 4000 mil francos cfa por litro e a renda reverte para o fundo da associação da qual as mesmas são beneficiadas.

De referir que o grupo segue amanhã para Togo, para a mesma visita.

Por. Nautaran Marcos Có, a partir de Benin

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