AMBIENTALISTA DIZ QUE O “COMPORTAMENTO VIOLENTO” DO ESTADO TEM CAUSADOS PROBLEMAS NAS ZONAS HÚMIDAS

O diretor-executivo da Organização para a Defesa e Desenvolvimento das Zonas Húmidas na Guiné-Bissau (ODDZHGB), alerta ao governo para um maior risco de efeitos das mudanças climaticas.

O ambientalista falava esta quinta-feira em Bissau, durante a celebração do Dia Mundial das Zonas Húmidas, celebrada este ano sob o lema, “É o tempo de restaurar as zonas húmidas”.

Francisco Gomes Wambar, considera a vulnerabilidade do país em termos de perservação das zonas húmidas, e aponta a fortificação da sociedade civil como forma de poder perservar racionalmente as zonas húmidas do país.

“A Guiné-Bissau é um país vulnerável em termos de mudanças climáticas, por isso temos que estár sempre preparados”, alertou o técnico ambiental, durante abertura da celebração do dia das zonas húmidas.

Relativamente a lei que proibiu a produção e uso de sacos plásticos em 2013, e que até neste momento a sua aplicação têm-se deparado com muita resistência, o que o diretor-executivo da organização para a defesa e desenvolvimento das zonas húmidas na Guiné-Bissau, reconhece que o não cuprimento desta decisão deve-se a próprio comportamento violento do estado.

“a Guiné-Bissau tem muitas leis que não são cumpridas, porque o próprio Estado que é fiscalizador da lei é o primeiro violento”, afirmou.

Para reverter esta situação, o ambientelista Francisco Wambar, aponta como caminho a política e estratégia de conhecimento como passos para contornar a situação.

“As políticas estratégias e trocas do conhecimento, são as melhores formas de proteger as nossas zonas húmidas”, apontou.

O Dia Mundial das Zonas Húmidas celebra-se, mundialmente a 2 de fevereiro, e, por ocasião da assinatura da Convenção, sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional, especialmente, como Habitat de Aves Aquáticas, a 2 de fevereiro de 1971, na cidade Irariana de Ramsar.

Esta celebração acontece numa altura em que na Guiné-Bissau, têm-se registados constantes invasões das zonas húmidas, o que foi criticada fortemente pelas organizações defensoras do ambiente.

O mais recente caso é do famoso M´batonha, que foi fortemente criticado pelas organizações e sociedade civil, pela construção autorizada pelo estado da Guiné-Bissau.

 

Por: Ussumane Mané

Imagem: Internet

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