ADOLESCENTE É QUEIMADA PELA ENCARREGADA DE EDUCAÇÃO
A violência contra domésticas continua incontrolável no país e afecta até menores de idade, a violência envolve o assédio sexual, espancamento e insultos e atá violência física. Um dos casos mais gritantes foi registado no dia 31 deste mês de Dezembro de 2018
Esta quinta-feira (03), o responsável da Associação de Trabalhadores Domésticos, Sene Bacai, disse q associação - que também acompanha o caso da violência dum menor de 13 anos com queimaduras de 3 grau - quer a evacuação imediata da criança em causa que está hospitalizada num estado crítico.
“Só em Dezembro são três casos. A primeira-dama já se disponibilizou em apoiar na evacuação caso seja confirmada a gravidade do caso. O médico encarregado disse que há melhorias na queimadura talvez não seja necessária a evacuação mas a associação das empregadas preocupada e quer a criança seja levada para melhores cuidados. A vítima em causa é da região de Cacheu e está no seu 6 ano da escolaridade”, explica.
A menor de 13 anos vítima de queimadura com água por parte de sua patroa explica à Rádio Sol Mansi (RSM) que o problema teria acontecido com a queda da criança que brincava com os caixotes de frango e depois caiu ferindo-se na boca.
Na sequência a mãe da criança teria ficado furiosa pegou uma colher de cozinha e bateu na menor que acabou por fugir do local.
“Ela (a encarregada) atras e pegou óleo quente e derramou do meu corpo mas foi impedido por um vendedor e decidiu oferecer-me 2 mil para que voltasse a Cacheu a minha terra. Quando voltei para a casa e comecei a arrumar as minhas roupas o marido chegou e ela (patroa) explicou a sua versão e começou logo a colocar-me choque eléctrica no corpo, me bateu com socos e pontapés e disse me para arrumar e ir embora mas quando estava para ir disse-me para esperar e fazer o meu ultimo exame na escola que seria no dia seguinte. No dia seguinte a minha encarrega me pediu para ficar em casa até a chegada do meu pai. E nesta noite eles (empregada e a sua esposa) aqueceram a água e foi ao nosso quarto e acordou a minha prima com quem estava na cama e derramou água em mim”, explica a vítima.
Da explicação do pai da criança, a menina não era trabalhadora doméstica mas sim foi adoptada pelo cidadão colombiano para criação devido a laços de amizade com o sobrinho.
O pai da vítima pede verdadeira justiça alegando estar decepcionado com a justiça guineense que segundo ele só serve os mais ricos.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Iasmine Fernandes
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