INÍCIO DO NOVO ANO LETIVO CONDICIONADO COM GREVE DE CINCO DIAS

O especialista guineense em ciências da educação afirmou, hoje, que a situação do ensino público na Guiné-Bissau vai de mal a pior nos últimos anos.

Em entrevista à Rádio Sol Mansi, esta manhã (10), dia em que foi anunciado o início das aulas nas escolas públicas do país, consequentemente deu-se o início a greve de cinco dias convocada pela Frente Social e que engloba os setores de Saúde e Educação, Lamine Sonco, acusou os sucessivos governos de não se preocuparem com a questão do ensino.

“Estamos a levar a situação do ensino do mal a pior porque nos últimos 15 anos, a situação do ensino cada vez mais está a tornar-se pior e não está a ser levado como prioridade pelos nossos governantes”, diz.

Na mesma entrevista, o mestre em ciências da educação com a especialidade em Desenvolvimento Local e Formação de Adultos, defendeu que as escolas públicas não têm merecido atenção necessária da parte do governo, por isso, o número dos alunos inscritos por turma nas escolas públicas é ínfimo.

“As escolas públicas que deveriam ter maior atenção não têm sido a mesma, maiorias dos pais e encarregados de educação que colocam seus filhos ou educandos nas escolas públicas, não têm condição financeira para suportar o encargo financeiro”, revela Lamine Sonco para de seguida afirmar que “nas escolas públicas hoje, o número dos alunos é ínfimo em relação aos anos anteriores, onde havia 30 ou 40 alunos mas, hoje quando se entra numa sala de aulas vai-se encontrar 10 ou 15 alunos e isso devia ser a preocupação do governo”.

Sobre este facto, neste final-de-semana, no programa “Tchintchor na Ronda”, o sociólogo guineense, Ivanildo Paulo Bodjan afirma que “o país está com um grande problema de credibilidade no sistema do ensino público porque estamos sempre diante deste problema que não foi resolvido com seriedade e está a impactar na vida da Guiné-Bissau no seu todo e o risco é enorme porque há receio se este ano lectivo vai valer ou não. Com isso, estamos a criar as condições de abandono ao ensino público em que cada um vai procurar a alternativa, ou seja, cada vez mais estamos a dar dosagem significativo de maneira negativo para colapsar a nossa educação como tem sido até aqui”.    

Em representação da Confederação Nacional das Associações Estudantis de Guiné-Bissau (CONAEGUIB), Braima Candé, defendeu um diálogo sério entre os intervenientes do sector para ultrapassarem de vez por toda, a situação precária da educação

“ O governo tem que ter uma visão da educação sobretudo no diálogo com o sindicato para identificar real problema que o sistema tem, para que seja resolvida de uma vez e isso passa necessariamente para um diálogo sério porque [governo] se preocupa só com o pagamento dos salários mas o problema da educação não é só pagar os salário, há conjunto de coisas que devem ser resolvido para que possamos criar um sistema funcional e quando não é assim, vamos continuar a assistir sucessivas vagas de greve que depois terá impacto negativa na vida dos cidadãos, por isso a CONAEGUIB exige do executivo a criação das condições e o diálogo sério para que a questão da educação seja resolvido por uma vez por toda”, exigiu.

Nas rondas feitas esta manhã nalgumas escolas, é visível a presença dos alunos nos recintos escolares à procura dos seus nomes, turma e turno, e em algumas listas os nomes nem ultrapassam dez alunos por turma.

Por: Braima Sigá

Imagem: Internet

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