Governo: “NÃO MANDAMOS NENHUM TÉCNICO DE SAÚDE PARA CASA”

O governo diz que não mandou os técnicos de saúde para casa, o despacho a circular é apenas um procedimento administrativo e avisa que quem abandona o serviço vai ficar fora do sistema.
“Não se mandou para casa ninguém, há um procedimento administrativo, quando você tem um contrato e este contrato expirar vai também sair a mesma coisa, um despacho que diz que o seu contrato cessou posteriormente vai ter um outro contrato, é isso que o governo Organização”, disse, hoje, secretária de Estado de Gestão Hospitalar, Fátima Vieira, no início da entrega de três mil dispositivos aos médicos e paramédicos das onze regiões do país doado pela Mundial de Saúde (OMS).
A governante afirma que “temos a necessidade de todos os profissionais de saúde, hoje, amanhã e depois, eles não foram mandados para casa devem permanecer nos seus postos a trabalhar até a última ordem a dar”.
“Não há algum estresse, as pessoas é que estão a criar o estresse e drama à volta disso, nós precisamos deles e vamos continuar a trabalhar com eles, eu peço a todos que mantenham nos seus postos e os que recusarem e foram embora no próximo contrato nós não vamos contar com eles”, ameaça a secretária de Estado de Gestão Hospitalar, em respostas às críticas que tem crescido nos últimos dias após a circulação do despacho.
Ontem, em conferência de imprensa, o Sindicato Nacional dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde e Afins (SINETSA) mostrou-se revoltado com a decisão do Governo de afastar mais de mil profissionais de saúde, admitidos na Função Pública no ano passado, segundo o presidente Ioiô João Correia o sector da saúde está à beira de uma grave crise.
De acordo com o despacho do ministro da Saúde Pública, Dionísio Cumba, datado de 01 de Setembro, o concurso que admitiu os profissionais de saúde, entre eles médicos e enfermeiros, não obedeceu a critérios legais.
Entretanto, em relação aos uniformes doados pela Organização Mundial de Saúde, a governante diz que “o gesto é o início de outras doações que a OMS vai fazer com vista a colmatar as dificuldades que o sector da saúde guineense tem enfrentado”.
Em Guiné Bissau, Mamadu Baldé, disse que a representação do gesto de entrega dos 845 uniformes ao hospital nacional Simão Mendes representa um gesto que vai permitir ao governo a representação como o gesto que atravessa.
Por: Braima Sigá
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