FRENTE SOCIAL CONVOCA GREVE NOS SETORES DA EDUCAÇÃO E SAÚDE
A Frente Social, confirma para o próximo dia 10 a primeira vaga de greve na administração pública, e alerta que em caso de persistirem as retalhações à Frente Social, as paralisações serão mais intensificadas.
As ameaças da frente social que engloba dois sindicatos da saúde (SINTESA E SINQUASS) e dois da educação (SINDEPROF e FRENAPROFE), foram proferidas, hoje, durante uma conferência de imprensa que visa anunciar uma outra frente de reivindicação.
O porta-voz da frente social, Ioiô João Correia, disse que a greve deverá começar na próxima segunda-feira e cujo término será a 14 corrente e deverá englobar os setores da educação e da saúde e admite que a mesma poderá originar impacto negativo.
“A greve que programamos para os dias 10 a 14 mantém-se. Infelizmente ouvimos que dia 10 vai ser aberta o ano letivo e isso vai coincidir [com a greve], mas tudo está de pé”, confirma o porta-voz da frente social.
Ioiô João Correia disse ainda que alguns professores estão a ser descriminados e caso a situação persistir, mesmo cumprindo com todos os pontos, a greve não será suspensa.
“Vamos aproveitar a chamar atenção a Ministro da Educação pela forma estratégica que está a dar os poderes, ou seja, de orientar o Diretor-geral dos Recursos Humanos da Educação para poder entregar o horário aos professores que estão no regime e nesta senda recusaram entregar o horário a aqueles que aderiram a luta sindical. Penso que a Ministra da Educação deve dar a orientação contraria para o seu Diretor dos Recursos Humanos”, sustenta.
O porta-voz da frente social, diz ainda que até então não foram chamados para negociações com o governo. Para Ioiô João Correia, o governo está a criar estratégia a fim de dividir os sindicatos que englobam a frente social.
“Querem criar complicações entre nós para que outras pessoas que estão nesta luta desistam, porque os seus problemas foram resolvidos. E esta é a estratégia do governo para nos dividir ao meio. Todo o programado mantém porque o governo não conseguir cumprir com nem um por cento dos pontos em reivindicação”, disse o sindicalista que lembra ainda que os técnicos em causa continuam a ver os seus direitos violados.
A “frente social” que engloba reivindicações que visam a resolução na íntegra das irregularidades provenientes da aplicação do Estatuto da Carreira Docente; a extinção do regime de autogestão nas escolas públicas; a nomeação dos diretores das escolas públicas mediante um concurso público e a aprovação da proposta de carreira dos profissionais de diagnóstico e terapêutico.
Antes da efetivação da greve, a frente social realizou, na semana passada, uma marcha até ao Palácio do Governo exigindo igualmente o pagamento dos salários em atraso, as melhorias das condições laborais e ainda a legalidade da entrada das pessoas na administração pública.
Por: Bíbia Mariza Pereira / Rádio Sol Mansi
Imagem: Bíbia Mariza Pereira
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