ESTUDANTES DIZEM QUE O SETOR DO ENSINO ESTÁ COM FALTA DE TUDO

A Confederação Nacional das Associações Estudantis de Guiné-Bissau (CONAEGUIB) afirma que os estudantes estão a celebrar o Dia dos Estudantes, numa ocasião em que na Guiné-Bissau o Direito a Educação está relegado para o último plano, o qual resulta no funcionamento parcial do sistema educativo.

Hoje, celebra o Dia Internacional dos Estudantes 17 de Novembro com a data a marcar o dia em que foi realizado à repressão dos protestos estudantis contra a ocupação nazista da Checoslováquia, ocorrida entre os dias 28 de outubro e 17 de novembro de 1939, no então Protectorado da Boémia e Morávia.

Na Guiné-Bissau, a Confederação Nacional dos Estudantes celebra o Dia, sob o tema: “o sector público e setor privado, juntos para superar os desafios do sistema educativo”.

Entretanto, na palestra foram desenvolvidos alguns temas apresentados pelos diferentes oradores, tais como˸ “o papel e desafios dos estudantes no processo da construção da paz social” e “as causas e repercussões de défice dos produtos essências no mercado nacional”

Para o presidente da Comissão Organizadora, Braima Candé, na qualidade de representante do Presidente da Confederação Nacional das Associações Estudantis de Guiné-Bissau (CONAEGUIB), disse que as propinas escolares não correspondem com a remuneração dos pais e encarregados de educação, isto originou até certo ponto, a inversão dos factos, com os alunos a preferirem ir para o ensino privado em lugar do público.

“comemoramos o dia internacional dos estudantes precisamente num período em que assistimos quatro grandes momentos, nomeadamente; o direito a educação está relegado no último plano o que resulta nos funcionamentos parciais dos sistemas educativos; o aumento do número do alunos do ensino secundário e crescentes procura as universidades e centro de formação; as propinas não correspondem com a remuneração dos pais e encarregados de educação, a qualidade e as oportunidades de emprego é uma espectativa de tornar uma realidade, perante estes factos menos encorajadores que pudessem estimular o percurso estudantil”, elenca.

Braima Cande afirma por outro lado, que os estudantes guineenses continuam a atravessar enormes dificuldades sobretudo no acesso a escola, a falta de infraestruturas e insuficiência de materiais didácticos para o seu normal funcionamento.

“O funcionamento irregular das aulas nas escolas públicas do país possibilitou as escolas privadas a ganharem cada vez mais o fluxo de estudantes condicionando o direito a educação, aumentando o custo do ensino e contribuindo na elevação de números de crianças e jovens que estão fora de sistema educativo, esta realidade está contrariando a estratégia nacional de educação inclusiva e pondo em causa resultado alcançado na tradução de alfabetismo”, sustenta.

Recorde-se que esta data foi estabelecida, em 1941, em Londres, durante a reunião do Conselho Internacional dos Estudantes (antecessor) da actual União Internacional dos Estudantes, UIE), na qual participaram este ano, 26 delegados de outros tantos países.

 

Por: Bíbia Mariza Pereira

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