Eleições Legislativas: RAZÕES APONTAM PARA O ADIAMENTO

O ministro de Administração Territorial anunciou hoje (12) que, por razões técnicas, não será possível a realização das eleições legislativas na data marcada.

Fernando Gomes que falava após a reunião com os partidos políticos com e sem assento parlamentar para analisar o processo das eleições marcadas para 18 de Dezembro, diz que os partidos políticos foram unanimes em reconhecer que nesta fase, é difícil realizar as eleições.

“As opiniões foram quase unanimes, os partidos reconheceram que nesta fase em que se encontra o processo, é difícil a realização das eleições na data marcada”, afirmou o governante, anunciando que todos os partidos políticos concordaram que vai ser muito difícil o cumprimento da data prevista, e sugeriu-se que o governo trabalhasse num outro cronograma para submeter o presidente da República”.

No entanto, presente no encontro, Partido africano da Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC), através do seu representante, Zilene Casimiro afirmou que possível adiamento destas eleições não constitui nenhuma surpresa para o seu partido.

“Foram apresentados uma série de condicionalismo por parte do governo que poderá pôr em causa a realização das eleições na data de 18 de Dezembro”, disse, reconhecendo que o momento não é um fórum para a tomada da decisão sobre o fato”.

Para o representante do Partido da Renovação Social (PRS), Hotna Kufuk Nadoa, se o processo eleitoral for regulado pela lei, deve ser cumprido e no cumprimento dessa lei, não há condições para a realização destas eleições.

“Para cumprir a lei, praticamente não há condições para a realização das eleições de 18 de Dezembro”, sublinhou.

Já o presidente de partido da Convergência Democrática Vicente Fernandes considerou que a decisão de alterar a data dessas eleições cabe ao governo e o presidente da Republica.

“Todos os partidos políticos aqui presentes disseram que esta proposta deverá provir do governo para ser submetido a discussão entre nós, e que possa criar um ambiente de consenso para que as eleições no quadro daquilo que nós perspectivamos, transparentes livres e justas, possa decorrer na normalidade”, afirmou.

De salientar que as despesas dessas eleições foram assumidas pelo governo, como explica o ministro de tutela.

Por: Nautaran Marcos Có/ Ussumane Mané

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