06
Nov
2015

O Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF) suspendeu esta sexta-feira a greve de 30 dias, iniciada no passado dia 19 do mês de outubro, depois da assinatura de mais um memorando de entendimento com o Ministério da Educação.

A confirmação do levantamento da greve foi avançada pelo presidente do SINDEPROF, Laureano Pereira, após assinatura do memorando de entendimento, tendo adiantado que, caso o governo não cumpra com o acordo assinado, vão paralisar novamente as aulas a partir de janeiro do próximo ano.

Laureano Pereira disse esperar que o acordo alcançado entre as partes ponha fim à perseguição e intimidação a alguns professores que aderiram à greve, pois têm conhecimento que algumas diretoras estão a perseguir e a retirar horários aos professores em benefício dos familiares das mesmas, sem que estes tenham formação pedagógica.

O diretor-geral do ensino, Geraldo Indeque, afirmou que o Ministério da Educação não é inimigo de nenhum sindicato, mas na verdade um parceiro.

"É claro que se pode chegar a um momento em que a vontade ou interesse de um não está a ser cumprido e a greve é direito de cada trabalhador. A assinatura deste memorando não significa por parte do Governo o fim de tudo".

Entretanto, sublinhou que há um ponto existente no memorando que está em andamento.

"Vamos dar seguimento junto do Ministério das Finanças que é a entidade pagadora para transferir o dinheiro para a conta de todos os professores", concluiu.

O entendimento entre as partes foi possível graças à criação de uma comissão mista de seguimento de todos os processos correspondentes às reivindicações, entre as quais harmonização das letras, efetivação e reclassificação e pagamento dos retroativos aos professores.

 

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