A directora-geral do Ensino Básico e Secundário disse, esta quinta-feira (22), que o sistema educativo está caracterizado pela ausência de uma política ajustada face a necessidade da população
A revelação feita durante apresentação do relatório do estudo sobre as condições de aprendizagem das crianças que frequentam instituições de ensino alternativos ao sistema regular e a validação do caderno de encargos para a integração das escolas “Madrassas” no sistema Nacional do Ensino, organizado pela Organização Guineense de Desenvolvimento.
Contudo a disparidade, Alanam Pereira admite que o ministério da educação pretende dar uma “atenção especial” as escolas corânicas e Madrassas para que haja harmonização do currículo escolar.
“O sistema educativo da Guiné-Bissau caracteriza-se pela ausência de uma política ajustada face as necessidades da sua população em que se verifica forte desigualdade no acesso a educação”, refere a directora-geral do ensino Básico.
Em nome do financiador do estudo, Christine Jaulmes, representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), disse que o estudo demostra que 38 por cento das crianças guineenses são afectadas.
“O estudo demostra que o fenómeno afecta cerca de 38% de crianças desta faixa etária com maior incidência nas meninas e crianças nas zonas rurais e de família com baixa rendimento”, explica a representante da UNICEF.
Para, a Coordenadora-geral da Organização Guineense de Desenvolvimento (OGD), Haua Embalo, os trabalhos realizados no terreno revelam que uma parte significativa de crianças não estão preparadas para enfrentar o desafio do desenvolvimento por isso é urgente a resolução desta situação.
“Os resultados nos dão indicações que uma parte significativa das crianças não está a ser correcta preparada para enfrentar os desafios de desenvolvimentos e que é urgente adoptar medidas conducentes a favor dos direi tos das crianças á uma educação inclusiva”, sublinha Haua Embalo.
O relatório apresentado através do projecto Acção para uma Educação de base para todos “base para o reforço da cidadania e literacia de crianças e adolescentes na Guiné-Bissau”.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi