O presidente da associação dos estudantes da UCB, Alexandre António N'cunho, afirmou que não houve uma abertura por parte da direção da universidade, razão pela qual decidiram encerrar as portas.
À falta de abertura por parte da direção da UCB, Alexandre António N'cunho disse que pela iniciativa dos estudantes, fizeram um pedido de audiência "que só foi respondido pela terceira vez", mas cujo encontro não surtiu efeito e agora exigem "a assinatura de um memorando".
Contatado pela Rádio Sol Mansi, o adminsitrador da universidade, Jailson Cuino, assegurou que depois da implementação da lei do ensino superior e da investigação científica que a sua instituição começou a criar estruturas que permitem o seu funcionamento como uma universidade de verdade.
"Trouxeram reivindicações e existem situações em que essas reivindicações podem ser atendidas. Mas existem coisas que tem a ver com o próprio regulamento, funcionamento da universidade, tipo um aluno que traz uma proposta e diz que mesmo não acabando o curso tem direito a um certificado", esclareceu.
O administrador fez saber que nenhum estudante daquele estabelecimento de ensino superior pode beneficiar de um certificado sem ter terminado o curso.
"Aqui na Universidade Colinas de Boé, nunca aconteceu e provavelmente não vai acontecer. E são coisas que têm a ver com a vida interna da universidade porque normalmente para acabar o curso na UCB não é só fazer a parte letiva, todos os alunos têm de escrever a monografia, uma tese que dá direito a um certificado", rematou.
Quanto à paralisação, a administração prometeu cumprir alguns pontos reivindicativos, mediante a assinatura de um memorando de entendimento.
A Universidade Colinas de Boé foi criada em 2003 e só dez anos depois, os primeiros estudantes receberam os certificados no seguimento da apresentação da monografia.