Santa Josefina Bakhita

Nascida no Sudão em 1869, foi uma escrava que conheceu o amor de Deus em Veneza, na Itália, para onde foi levada para trabalhar na casa de amigos do cônsul italiano. Foi batizada aos 21 anos após passar uma temporada em um convento cuidando da filha mais nova de seus “donos”. Quando estes voltaram, manifestou o desejo de ficar no convento e assim foi feito. Dedicou sua vida às orações e ao trabalho monástico. Foi canonizada no ano 2000.

No Sudão, em 1878, aquela menininha de 9 anos foi surpreendida por dois homens que lhe taparam o caminho e apontaram-lhe uma arma. Em seguida, levam-na consigo, como se rouba uma galinha de um galinheiro. Naquele dia, como se fosse num pesadelo, a menina africana se esqueceu de tudo, até mesmo o próprio nome, assim como o de seus pais, com quem morava.

Escravidão
Os então mercantes mulçumanos decidem rebatizá-la. “Bakhita”, eles a chamavam, “afortunada”. Uma ironia para aquela menina que agora se tornara mercadoria humana e passava de mão em mão nos mercados de escravos. Um dia, enquanto servia um general turco, foi lhe gravada com faca uma “tatuagem” no corpo, 114 cortes e as feridas cobertas de sal para permanecerem evidentes.

Bakhita sobreviveu a tudo, até que um raio de luz atingiu o inferno. Um oficial italiano, Callisto Legnami, a comprou dos traficantes. Nesse dia, Bakhita-Afortunada vestiu, pela primeira vez, um vestido, entrou numa casa, a porta foi fechada e 10 anos de brutalidades indescritíveis ficaram para trás. O oásis durou dois anos, quando o italiano, que a tratava com carinho, foi forçado a repatriar-se sob a pressão da revolução mahdista. Bakhita se recordará daquele momento: “Ousei pedir-lhe que me levasse à Itália com ele”. Callisto aceitou e, em 1884, Bakhita desembarcou na península onde, para a pequena ex-escrava, um destino inimaginável a esperava. Ali, ela se tornou amiga e também babá de Alice, a filha mais nova do casal, que estava nascendo.

Como, conforme Romanos 8,28, “Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus”, em 1888, o casal que a hospeda viaja. Durante 9 meses, Bakhita e Alice são confiadas às Irmãs Canossianas de Veneza. Ela conhece Jesus, aprende o catecismo e, em 9 de janeiro de 1890, Bakhita recebe o Batismo com o nome de Giuseppina Margherita Fortunata. Na mesma ocasião, também recebe o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão.

Com 24 anos, em 1893, entra no noviciado das Canossianas. Três anos depois, profere os votos. Durante 45 anos, foi cozinheira, sacristã e, acima de tudo, uma porteira do convento de Schio, onde agia com bondade. Carinhosamente, ela chamava Deus como seu patrão, “o meu Patrão”, ela dizia. Foi conhecida por muitos pela alegria e pela paz que comunicava.

Conta-se que, por Bakhita viver no país europeu e em meio à realidade de pessoas com cor de pele clara, as crianças da época a chamavam carinhosamente de “irmã de chocolate”.  Isso também porque ela distribuía doçura em sorrisos e atitudes.

São João Paulo II a canonizou em 1 de outubro de 2000. Bakhita tornou-se então uma santa da Família Canossiana (Congregação fundada por S. Madalena de Canossa). Os filhos e filhas da Caridade (Canossianos) nasceram na Itália. Depois de ir em missão para vários países, os Canossianos também se instalaram o Brasil em 1948. Hoje, são mais de 2 mil irmãs em vários países, inclusive no Sudão. No Brasil, são 45 irmãs.

Santa Bakhita, rogai por nós!

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