O Movimento dos Cidadãos Conscientes Inconformados acusa, no final da tarde desta sexta-feira (12 de Janeiro), a comunidade Internacional de estar a “alimentar” a crise política persistente na Guiné-Bissau

A acusação ouvida, durante um comício popular no espaço Verde do Bairro de Ajuda, em Bissau, sob o lema “Comício Popular de Povo para o Povo”, é direccionada à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e O gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da paz na Guiné-Bissau (UNIOGUIBIS).

Numa entrevista á Rádio Sol Mansi (RSM), o porta-voz do Movimento dos Cidadãos Conscientes Inconformados, Sumaila Djalo, acusa a comunidade internacional de estar aa brincar com o povo guineense.

“A comunidade internacional está numa brincadeira com o povo da Guiné-Bissau. Ela não pode ter o povo guineense a sofrer com um regime anticonstitucional e não poder se posicionar até agora. Por exemplo a CEDEAO que está a dar tempos ao presidente José Mário Vaz para ganhar tempo e massacrar o povo e a UNIOGBIS é a mesma coisa porque o seu representante não tem demostrado uma posição clara”, acusa.

Sobre a possível demissão do actual governo, o responsável do movimento dos inconformados diz que o momento é para pedir a realização das eleições gerais no país a para ultrapassar a crise politica.

“O problema é o presidente José Mário Vaz, ele tem de renunciar das suas funções e dissolver o parlamento para irmos às eleições gerais antecipadas. Não é o que ele está a gora a dizer para ganhar o tempo e para vender ao povo a sua incapacidade de ser o presidente e o número 1 da Guiné-Bissau para termos as eleições gerias no ano de 2019 depois de ter violado a constituição até se fartar”, sustenta.

Sumaila Djalo diz ainda o movimento vai realiza, na próxima sexta-feira, mais um comício popular que visa exigir fim da crise politica.

“Não somos grupos armados e nem somos rebeldes. Somos movimento pacífico que conhece os seus direitos”, enfatiza.

Durante o comício popular realizado no espaço verde do bairro de Ajuda, o activista Miguel de Barros deixou duras criticas á CEDEAO e UNIOGUIBIS pela crise política na Guiné-Bissau a que considera que estão metidos no negócio para minar o país.

Os inconformados com a actual  crise política realizam marchas e comícios em todo o país para pedir o fim da crise política e a renúncia do presidente da república, as manifestações dos inconformados foram várias vezes impedidas pela forças de segurança.

A crise política persiste numa altura que se fala do possível pedido de demissão do primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embalo, embora ainda não existe nenhum comunicado oficial sobre o assunto. Mas o primeiro-ministro na sua pagina do facebook admite ter pedido, pela segunda vez, a demissão nas mãos do presidente José Mário Vaz que, no entanto, diz esperar que 2018 seja ano de sucesso.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Sanos

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