A Liga Guineense dos Direitos Humanos condena veementemente as violências perpetradas, na passada quinta-feira, pelas forcas e segurança senegalesas, contra cidadãos guineenses que tentavam atravessar fronteira para cerimonia de Geara

Num comunicado de imprensa enviado á RSM, a Liga exige do Estado da Guiné-Bissau a criação de uma comissão mista de inquérito, constituída por elementos em representação das autoridades guineenses e senegalesas para investigar as circunstâncias da morte do cidadão guineense e consequente tradução à justiça dos seus autores.

Igualmente a LGDH exige o Estado da Guiné-Bissau a disponibilizar meios materiais e recursos humanos necessários para garantir a segurança efectiva dos cidadãos nas zonas fronteiriças; e, no entanto, apela aos cidadãos guineenses a manterem confiança nas autoridades nacionais e absterem-se de qualquer acto de retaliação.

A Liga que manifesta o seu profundo sentimento de pesar pelo sucedido, lembra ainda que a ação que considera de criminosa das forcas de segurança senegalesas vêm confirmar uma prática sistemática de violência e atrocidade contra os cidadãos guineenses nos últimos tempos, no território senegalês.

A organização que luta pela defesa dos direitos humanos lembra ainda o caso do dia 23 de Novembro de 2016, em que um deputado guineense do Circulo Eleitoral de África, foi arbitrariamente detido e brutalmente espancado pela polícia de migração senegalesa, na localidade de Mpack, situada na zona norte da fronteira com o Senegal, por ter insurgido contra as cobranças de taxas ilegais denominada Laissez-passer, a qual representa uma violação flagrante do Protocolo da CEDEAO sobre livre circulação de pessoas e bens.

Igualmente chama atenção das autoridades em relação ao caso do passado dia 13 de Janeiro 2018, onde 14 pessoas, incluindo 3 guineenses foram mortas, na sequencia de um ataque efectuado na floresta de Borofaye, na região de Ziguinchor, em circunstâncias ainda por esclarecer.

Para a Liga, estes e demais casos estão a gerar um clima de medo e de insegurança, não só nas populações daquelas localidades, mas também nos utentes das mesmas rotas, colocando em risco a convivência pacífica e a livre circulação dos povos dos dois lados da fronteira.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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