FRENTE POPULAR CONVOCA GUINEENSES À RESISTÊNCIA PARA RESGATE DO ESTADO DE DIREITO

 
A Frente Popular (FP) convoca o povo guineense à mobilização, à luta e resistência para o resgate das liberdades, da dignidade, da democracia e do Estado de Direito na Guiné-Bissau.
 
A convocação da FP consta numa carta aberta dirigida ao povo guineense sobre o polémico fim do mandato do chefe de Estado, Umao Sissoco Embaló, sustentando que a 24 dias da data, não foram tomadas medidas "sérias" para preparar as eleições presidenciais.
 
A mesma organização da sociedade civil interpela ainda a juventude guineense no sentido de assumir, com determinação e bravura, mais uma missão de salvaguarda do seu próprio futuro, "hoje hipotecado por um grupo de interesses inconfessos e absolutamente alheios às legítimas aspirações do povo guineense".
 
Na mesma carta aberta que a Rádio Sol Mansi tem em mãos, a FP volta a repudiar o regime que apelida de autocrata e ditatorial vigente no país, exigindo do seu "chefe absolutista" o abandono "imediato" do poder a partir de 00h do dia 28 de fevereiro corrente, em caso da não realização das eleições presidenciais nos termos previstos na Constituição da República.
 
Diante disso, a organização alerta o povo guineense de que a "única" maneira de acabar com a fome, ao aumento "galopante" e "injustificado" dos produtos da primeira necessidade, à corrupção institucionalizada e a criminalidade organizada, reside na mobilização e na luta contra o atual regime ditatorial.
 
As forças de defesa e segurança são alertadas nas consequências da sua instrumentalização para objetivos "inconfessáveis" que visam perpetuar as ilegalidades e endossar a destruição dos valores e princípios que informam a democracia e o Estado de Direito.
Igualmente convida as forças patrióticas nacionais para concertações com vista a uma larga convergência nacional para o período pós 27 de fevereiro, fim do atual mandato presidencial.
 
O alerta foi estendido às organizações Internacionais sediadas no país, em particular a CEDEAO, sobre os riscos que "as teimosias do regime encabeçado" por Umaro Sissoco Embaló poderão acarretar ao país e o seu impacto negativo para a região oeste Africana.
 
Entretanto, a FP sustenta que a não marcação da data das presidenciais é uma grande provocação para o povo guineense que é instado a dar um salto patriotico para derrotar "esta tentativa de golpe de Estado Constitucional".
 
A FP volta a lembrar de atos que vão contra as liberdades de expressão, pensamento, reunião e de escolha, através de medidas consideradas ilegais tomadas nos corredores da impunidade do Ministério do Interior, em nome da hipotética ordem superior.
 
A organização denuncia ainda atos de aniquilar as instituições republicanas, destruir democracia, o Estado de direito democratico e ainda a tentativa de branquear a história do povo guineense.
 
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará

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