A primeira edição da universidade de verão do PAIGC, sob o lema “o pensamento de Amílcar Cabral vive e se fortifica”, arrancou ontem (12 de Setembro) na cidade natalícia do fundador da nacionalidade guineense e cabo-verdiano Amílcar Lopes Cabral.

Na abertura solene desta universidade que teve lugar no salão polivalente da escola Baptista, presidente do PAIGC Domingos Simões Pereira, disse que o povo guineense não pode esperar dos herdeiro de Cabral nada menos de que uma reflexão comprometida e seria.

«Nós não estamos aqui para parecer que o PAIGC é capaz de organizar uma universidade do verão, nós estamos aqui para parecer a universidade do verão do PAIGC e demais uma competição em substância para aquilo que o povo guineense espera de nós. O povo guineense não pode esperar do herdeiro de Cabral nada menos que uma reflexão comprometida, séria e dirigida a satisfação das espectativas do nosso povo», enfatiza.

No que se refere ao impedimento de qualquer actividade comemorativa de 12 de Setembro na casa onde nasceu Amílcar Cabral, por parte do governo local, Simões Pereira, reagiu desta forma.

«Reclamar Cabral é também um ato de responsabilidade, por isso, é importante ter presente que este é um ato político, mas também é um ato académico que exige de nós muita responsabilidade. Sei que o ambiente envolvente é algo perigoso, porque pode ser da contaminação, mas eu tenho a chamar atenção: podem estar a ameaçar lá fora, podem estar a perseguir o PAIGC, podem estar a invocar todo o tipo de argumento, para pôr em causa aquilo que todo nós sabemos e que o povo guineense sabe, mas quem reclamar o pensamento do Amílcar Cabral tem que fazer aquilo que nós estamos a fazer aqui hoje», aconselha.

Na mesma ocasião o presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassama, disse que o PAIGC não pode de maneira nenhuma continuar a ter os dirigentes e militantes que elegeram o clientelismo como forma de fazer a política, tendo depois adiantado que “ há uma clara resistência por parte de certos militantes e dirigentes do partido relativamente a reforma interna que são absolutamente imperiosa levar a cabo de modo a imprimir nova dinâmica no seu seio. Não podemos de maneira nenhuma continuar a ter dirigentes e militantes que elegeram clientelismo, nepotismo, divisionismo e proveito pessoal como forma de fazer a política, criando sistematicamente problema e a sua instabilidade interna e governativa, a este propósito o camarada Cabral dizia (nem toda agente é do PAIGC) e é de facto”, concluiu.

Para assinalar a data tanto governo assim como a direcção do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC), depositaram coroas de flores no monumento Amílcar Cabral em Bafatá.

Por: Braima Sigá

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