UE MANTÉM APOIO À JUVENTUDE APESAR DA INSTABILIDADE POLÍTICA NA GUINÉ-BISSAU
A União Europeia (UE) manifestou, esta quarta-feira, preocupação com a atual situação política na Guiné-Bissau. No entanto, a organização continua a apoiar jovens guineenses como fatores do desenvolvimento nacional.
A preocupação foi expressa pelo chefe da Cooperação na Delegação da União Europeia no país, durante o lançamento do projeto “Jovens, Atores da Mudança”, promovido pela PLAN Internacional, num dos hotéis da capital, Bissau.
Fernando Travada afirmou que, apesar do contexto político preocupante, iniciativas deste tipo não devem ser interrompidas, destacando a importância de envolver a juventude no desenvolvimento do país.
“Todos nós, enquanto parceiros de desenvolvimento, estamos preocupados com a situação política do país. No entanto, compreendemos que este tipo de projeto, sobretudo de apoio à sociedade civil, não pode parar. Temos de continuar a apoiar, sobretudo neste caso, a juventude”, acrescentou o chefe da Cooperação.
Por sua vez, o diretor nacional do programa da PLAN Internacional, Sheriff Jalo, explicou que o projeto permitirá a troca de experiências entre jovens guineenses, jovens da Nigéria e também no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
“O projeto visa também a troca de experiências entre a Guiné-Bissau, a Nigéria e os países da CPLP, com vista à criação de uma rede de reforço de capacidades. Numa terceira vertente, haverá uma componente de subvenção para organizações da sociedade civil, destinada à implementação de ações comunitárias”, realçou o diretor.
Sheriff Jalo mostrou-se igualmente preocupado com a redução do espaço de atuação da sociedade civil, devido ao contexto político, que considera desfavorável.
“Infelizmente, na Guiné-Bissau enfrentamos grandes desafios, porque cada vez mais assistimos à redução do espaço da sociedade civil, e o contexto político não é favorável, devido à instabilidade recorrente”, sublinhou Sheriff Jalo.
O projeto tem como objetivo apoiar organizações da sociedade civil enquanto atores independentes da boa governação na Guiné-Bissau. A iniciativa é financiada pela União Europeia com cerca de um milhão de euros, terá a duração de três anos e abrangerá 4 regiões do país, incluindo Bissau, Gabú, Bafatá e Cacheu.
Por: Marcelino Iambi