TRIBUNAL CONDENA A PENA DE 22 ANOS DE PRISÃO EFETIVA AO PAI QUE ASSASSINOU A SUA FILHA À FACADA
O Tribunal Regional de Bissau condenou a uma pena de prisão efetiva de 22 anos e cinco meses ao pai que matou a sua própria filha, à facada no mês de Abril em Bor, arredores de Bissau.
O julgamento do caso da falecida Vitória começou no passado dia 22 de mês de Junho último, e o acusado foi julgado sob acusação do crime doloso. Além da pena de mais de 22 anos de prisão efetiva, o tribunal ordenou ao condenado a pagar seis milhões de francos cfa, á título de indemnização por danos não patrimoniais ao favor da mãe a criança assassinada
Segundo informações que a RSM tem acesso, o acusado foi julgado e condenado sem a presença de algum advogado.
Em entrevista aos jornalistas, a mãe da criança, Mima Cá, com as lágrimas nos olhos disse que a pena é pequena e disse que nenhuma indemnização pode recompensar a sua dor.
“Pelo menos que seja condenado a 100 anos de prisão porque nunca mais vou ver a minha única filha. Dinheiro não compensa a dor pela morte da minha”, lamenta.
Também após o julgamento, a presidente da Rede Nacional de Luta Contra a Violência Baseada no Género e Criança na Guiné-Bissau (RENLUV), Aissatu Injai, disse que a pena não é suficiente e o tribunal deveria aumentar mais a pena.
“Podemos dizer que em parte responde à expetativa. Aquilo que queremos na vida não pode compensar a vida, mas pelo menos isso nos faz ficar mais alivados porque vemos que a justiça está a ser feita. Esperamos que caso haja atos do género que a justiça seja feita num tempo record”, pede.
O homem de 38 anos de idade que assassinou a sua própria filha de 16 anos de idade em Bor, arredores de Bissau, no dia 11 de abril de 2022, foi hoje condenado a 22 anos e cinco meses de prisão efetiva e o culpado é obrigado a pagar 6 milhões de francos cfa à mãe da adolescente assassinada.
Tudo teria acontecido quando o pai da adolescente chegara a casa da tia da vítima pedindo explicações do porquê da filha não ter dormido em casa na noite do dia Domingo (10 de abril).
Segundo a explicação da tia da vítima, o pai simulou que estava a acarinhar a filha e só depois de várias facadas deu por conta que a sobrinha estava a ser assassinada.
Por: Bíbia Mariza Pereira / Rádio Sol Mansi
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