06
Jan
2020

 

O Secretário-Geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), Júlia Mendonça, considera de péssima a relação do Estado da Guiné-Bissau em relação a dignidade e o respeito dos trabalhadores públicos.

Júlio Mendonça falava à imprensa, esta segunda-feira (06 de Janeiro de 2020), a propósito do início da greve de três (03) dias, amanhã (07), no aparelho de Estado que visa exigir, entre outros, harmonização da Tabela Salarial na Administração Pública e a definição do salário mínimo na função pública num valo correspondente a 100.000 francos cfa.

O Secretário-Geral da UNTG disse ainda que o reajuste feito em 2018 foi beliscado com o aumento dos impostos e taxas feitas pelo Ministério das Finanças, através do primeiro-ministro.

“O reajuste só terá impacto quando for estacando o preço dos produtos da primeira necessidade, o que não aconteceu. O ano de 2019 foi negro porque a vida dos funcionários guineenses não evoluiu em nada e isso é péssimo para nós”.

Júlio Mendonça considera de “brincadeira de governação” a falta de pagamento dos salários do mês de Dezembro de 2019 aos funcionários públicos.

No entanto, em relação a projecção da greve de três dias que deve iniciar a na terça-feira, Júlio Mendonça disse que a central sindical está determinada a paralisar o aparelho de Estado até que os funcionários públicos sejam dignificados.

“Nesta primeira fase vamos começar com os três dias que é a rotina normal e vamos só ver qual será o impacto. (…) O Estado tem que ser dignificado mas os funcionários também devem ser dignificados porque sabemos que existem condições financeiras para a dignificação dos funcionários guineenses”

Júlio Mendonça pede ainda auditoria de contas nas instituições públicas para tirar o país da situação em que se encontra. Segundo Júlio “o país não pode ficar refém desta classe política e se o Ministério Público acusar o processo e o Tribunal não o julgar então não haverá justiça”.

“No dia que os Tribunais tiverem a coragem de julgar cinco corruptos o país a corrupção irá diminuir drasticamente. O país está bloqueado porque os tribunais não funcional. Pedimos as autoridades judiciais a fazerem os seus trabalhos porque as denunciais são feitas e de nada adianta. Isso não é possível. Que o Tribunal de Contas faça auditoria em todos os ministérios e instituições públicas”.

A UNTG e a Confederação dos Sindicatos Independentes (duas centrais sindicais) projectam, para amanhã (06), a primeira vaga de greve de 3 dias para exigir do governo a aprovação no conselho de Ministros do estatuto do conselho permanente de concertação social e a criação da sua sede.

Um dos pontos em reivindicação, constados no pré-aviso de greve de 36 pontos, é o pagamento integral dos salários. As centrais sindicais exigem a concretização do processo inerente a assinatura de acordo de parceria com empresas interessadas na restruturação e funcionamento das empresas públicas Guinétel e Guiné-Telecom.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos santos / Marcelino Iambi

 

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