PTG REALIZA PRIMEIRO CONGRESSO PARA ESCOLHA DO SEU PRESIDENTE
O novo partido político denominado Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG) criado pelo ministro do estado e do interior Botche Candé realiza hoje e com a duração de três dias, o congresso que institui legalmente o partido e também define quem será o seu presidente.
O objectivo da criação do partido, segundo os mentores, é para aumentar de forma sustentada o crescimento potencial da economia.
Durante os trabalhos do Iº congresso desse partido, o presidente em exercício disse que a concretização do projeto político deste partido resulta da vontade e desejo de enfrentar os desafios da nova era para a estabilidade da Guiné-Bissau
“A concretização do projeto político de PTG resulta de uma afirmação, de vontade e desejo de enfrentar os desafios de uma nova era que passa por dar a estabilidade e propriedade à nossa Guiné-Bissau”, disse Florentino Carlos Delgado no seu discurso da abertura solene do Iº Congresso do Partido, que reuniu em Bissau, mais de mil delegados, das diferentes regiões do país.
O jovem presidente da recém-criada formação política defendeu por outro lado que “a democracia não é um direito adquirido de elites mas sim, um privilégio universal. Temos perante nós um grande desafio, vamos trabalhar para um espaço inteiramente consagrado a paz, a democracia, ao reforço ao estado do direito ao respeito integral dos direitos humanos valores que ninguém pode ser negado”.
À margem da abertura do congresso, o presidente da Comissão Organizadora do Iº Congresso do PTG, Mama Saliu Lamba, assegurou que essa formação política não é mais um partido mas sim o partido que vai trabalhar para mudar o rumo do país.
“ A Guiné-Bissau situa nos países da luta pela sobrevivência, mas aqui posso dizer que é um jazigo das maravilhas que Deus nos deu, como é possível dizer que nós somos de um país muito mais rico do que qualquer outro país em termo per capita, mas temos as pessoas pobres que se situa entre os 10 piores países mais pobre do mundo, alguma coisa não está a bater certo, por isso, entendemos que temos que mudar algo e o nosso partido vem para mudar o que não está certa”, disse.
Lamba como é também conhecido na fileira empresarial afirma que “mais de 70% dos inscritos no partido são jovens e esperamos que vamos os jovens vão satisfazer os seus anseios”.
Questionado sobre a sua presença nesta formação política, uma vez que fazia parte da direcção superior da Assembleia do Povo Unidos Partido Democrática da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Lamba disse que “eu fui recrutado para fazer parte do partido APU-PDGB, mas não era fácil porque nunca queria deixar minhas actividades empresarial, mas eu vi que tenho obrigação de dar o meu contributo na política mas não encontrei esse espaço ideal no APU”.
No total são 1051 delegados que são convidados durante três dias para discutir os documentos desta formação política recém-criada pelo atual ministro do Estado do Interior, Botche Candé, que por inerência é o único candidato à liderança do partido.
Durante a abertura, praticamente não houve presença dos representantes das outras formações políticas com e sem assento parlamentar, os espaços reservados foram ocupados pelos delegados ao congresso.
Por: Braima Siga
- Created on .