31
Dec
2019

O Presidente da República José Mário Vaz garantiu esta quarta-feira (31/12) que a realização das eleições sem reforma não representarão uma solução mágica para os problemas políticos do país.

No discurso a nação alusivo ao final do ano que terminou visivelmente emocionado, José Mário Vaz, que cessou o mandato em Junho último, disse que ao longo destes cinco anos da sua magistratura teve a perfeita consciência dos problemas do país.

“Ao longo deste cinco anos, eu tive a perfeita consciência dos problemas que herdei e qual seria a minha verdadeira missão. Os guineenses têm sofrido muito ao longo destes anos, merecem mais e melhor. Tenho dito que, apenas a realização de eleições sem reformas não representarão uma solução mágica para os problemas políticos na Guiné-Bissau. É fundamental pensarmos na reforma constitucional e a clarificação do sistema de governo. É um desafio complexo, mas indispensável para evitar futuras crises políticas”, disse.

Em relação ao ano 2019, que ficou marcado fundamentalmente com a realização das eleições legislativas e presidências, este último ainda para conhecer o vencedor, Mário Vaz disse que os guineenses deram sinal de maturidade durante o processo da campanha e da ida às urnas, por isso convida a todos sem excepção para continuar serenos enquanto os resultados definitivos das eleições presidenciais não forem divulgado.

“O ano 2019 foi marcada fundamentalmente por exercício democrático, tivemos eleições legislativas e presidencial, os guineenses deram sinal de maturidade, as nossas campanhas eleitorais bem como ida às urnas decorreram na normalidade, ou seja, um clima de serenidade e tranquilidade, o país continua a viver em clima de paz e estabilidade – e todos nós sabemos, no passado como é viver e, sobressaltos e insegurança, não há registo de violência ou de violação de direitos humanos. Convido a todos e sem excepção para que continuemos serenos enquanto aguardamos os resultados definitivos das eleições presidenciais. O poder pertence ao povo, fonte de toda a legitimidade e soberania. E só o nosso povo através da urna tem o poder de decidir quem conduzirá os destinos do nosso país nos próximos cinco anos” referiu.

Fazendo retrospectivas dos cinco anos e meio nas funções de mais alto magistrado da nação, “ Jomav” como é conhecido entre os empresários e não só, diz que deixará as funções de chefe de estado com a consciência tranquila e com o profundo sentimento de dever cumprido

“Em breve deixarei as minhas funções de mais Alto Magistrado da Nação de consciência tranquila e com o profundo sentimento. Agi sempre no exclusivo interesse da Pátria e dos meus concidadãos, sem atender a interesses que lesam a nossa soberania e as Leis do nosso Estado. Como é do conhecimento de todos, não foram anos e nem dias fáceis até chegarmos onde estamos hoje, mas era necessário iniciar e fazer esta caminhada para o futuro da nossa juventude”, diz para depois sublinhar que “ durante o meu mandato, pela primeira vez na história da nossa jovem democracia, estes cinco anos foram marcados pela mudança de paradigma na nossa sociedade, conquistámos uma nova era de liberdade ou seja a liberdade de expressão, de manifestação e de imprensa, respeito pelo próximo, a tolerância, sem abusos de poder, sem espancamentos, sem crianças órfãs e mulheres viúvas por razões políticas, sem sobressaltos, sem golpes de estado, sem o barulho das armas, sem levantamentos militares. Este é o meu legado, um novo paradigma, que eu deixo à nossa classe política, as gerações vindouras e ao povo guineense em geral”.

Por fim deixou um apelo aos futuros dirigentes e aos jovens deste país, defendam sempre o que nós temos de mais valioso, a nossa soberania, a memória dos nossos heróis e mártires, o respeito pela nossa Pátria, a nossa bandeira, o nosso hino, a nossa dignidade e a nossa Independência, porque sem soberania e dignidade um povo não tem nada”.

Por: Braima Sigá

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