O ministro da presidência do conselho de ministros, Armando Mango, reconheceu a dificuldade do país em fazer respeitar os direitos humanos, apesar da luta da Liga Guineense dos Direitos Humanos em consciencializar na defesa de direitos humanos.

O governante fez esta revelação no ato da abertura da 5ª edição da quinzena dos direitos, uma iniciativa de centenas de organizações da sociedade civil guineense e internacional para discutir os direitos humanos na Guiné-Bissau. O evento decorre sob o lema: “ Bó bim nó papia di diritus”.

“ É uma realidade que na Guiné-Bissau se morre por coisas que nos outros países não se morreria. É verdade que, infelizmente, em pleno seculo XXI, ainda temos, casamentos forçados, circuncisão, temos crianças que não vão escolas, é verdade que ainda pertencemos a lista daqueles que são dos países com índice de desenvolvimento mais baixa” lamenta o ministro reconhecendo os trabalhos da Liga Guineense dos Direitos Humanos em conscientizar que a defesa dos direitos humanos “deve ser o valor”.

Por outro lado, reconheceu que o executivo a que pertence tem a consciência desse facto “ e estamos a traçar programa para lutar humildemente ao lado da liga para que a Guiné-Bissau vá progredindo em direcção a melhoria de muitas coisas que nos envergonham” reconheceu.

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva, lamenta o momento em que esta data se comemora tendo em conta as dificuldades no acesso à justiça.

“ Falamos da quinzena dos direitos num contexto em que as nossas jovens raparigas deambulam a noite desesperadamente nas ruas das nossas rabancas a procura de socorro e de protecção contra casamento precoce e forçado, perante o olhar indiferente do estado”, criticou.

A activista ainda alerta que comemora-se esta data num contexto “em que as mulheres são vítimas da violência domestica e o quotidiano dos guineenses é caracterizado pela baixa qualidade de vida, impunidade generalizada, elevada taxa de desemprego, fraco poder de compra e limitado acesso aos bens e serviço essenciais”.

Após a abertura do evento, foi inaugurada a exposição fotográfica “ABC…Guiné-Bissau”, da auditoria de dois cidadãos da Polónia e a feira do livro que reúne mais de uma centena de títulos sobre literatura africana, direitos humanos, historia e ainda literatura infantil.

A 6ª edição da quinzena dos direitos é coordenada pela casa dos direitos e conta com financiamento da cooperação portuguesa, união europeia, UNIOGBIS e alto comissariado das nações unidas para os refugiados.

Durante os próximos quinze dias, a literatura, o cinema, a música, os debates, os “djumbais” e outras actividades de promoção e divulgação servirão de pretexto para falar sobre a situação dos direito humanos no país.

Por: Anézia Tavares Gomes

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