08
Feb
2017

O primeiro-ministro promete mandar abrir inquérito para apurar responsabilidades sobre o desalojamento, na semana passada, de centenas de familiares no bairro de Gabusinho, nos arredores de bairro de militar

Umaro Sissoco Embalo deixou a promessa, esta quarta-feira (08), a quando da visita que efectuou a Gabusinho, nos arredores do bairro de Militar, onde centenas de familiares foram desalojadas por ordem do tribunal de Bissau por, alegadamente, o terreno pertencer a um cidadão estrangeiro.

Sissoco Embalo promete intervir junto a justiça para minimizar o impacto da situação e intervir junto do juiz propondo ao primeiro proprietário a dissolução do seu dinheiro ou a concepção de um outro terreno.

Em nome dos populares, Mamadu Lamine Marena, que afirma colocar a causa na justiça, acusa as autoridades de segurança de abuso de poder e de praticar roubos e prisão injusta aos moradores.

“As forças de segurança prenderam várias pessoas e praticaram roubos. Esta situação deixa-nos indignados e estamos decididos a defender os nossos patrimónios seja qualquer que seja a consequência”, alerta.

Entretanto, na visita o primeiro-ministro fez-se acompanhar do ministro de Estado do Interior, Botche Cande, promete tomar medidas contra as forças de segurança envolvidas no abuso.

“Nenhuma polícia poderá acompanhar qualquer individuo sem que o documento seja assinado por mim. Deve haver justiça. Sinto mal pelo facto das forças de segurança deixarem os seus trabalhos em detrimento de outra pessoa. Irei tomar medidas porque um policial deve saber valorizar a sua farda”.

Total de 250 casas foram construídas há quase 10 anos em Gabusinho, nos arredores de Bairro de militar e na semana passada centenas de famílias viram-se desalojadas das suas casas.

Os despejos foram levados a cabo a mando do tribunal regional de Bissau e segundo informações foi sem conhecimento prévio dos moradores.

Depois de a alegada adquirição desde os anos 90, o terreno teria sido abandonado pelo primeiro proprietário e informações indicam que o mesmo terreno foi vendido a várias pessoas por um nacional que já responde na justiça.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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