29
Aug
2017

 

O Comentador político da Rádio Sol Mansi considera preocupantes as informações do relatório do Conselho de Segurança numa altura em que continua a não haver vontade das partes para fim da crise.

Para Rui Jorge Semedo, o relatório mostra que depois da assinatura não houve evolução sobre o cumprimento do acordo.

«O que o relatório nos mostra é que depois da assinatura do acordo de Conacri não houve evolução porque as partes não cumpriram o que veio prescrito no acordo e tudo isso mostra que, se não houver evolução política sobre o acordo, o país poderá entrar em situações difíceis sobretudo no que toca com a segurança e ao mesmo tempo um risco nas realizações das eleições».

Para isso segundo afirma Rui Jorge, “o esforço da Comunidade Internacional é para permitir o país entrar em vias de estabilizações e criar condições para que as próximas eleições decorem num clima de paz e estabilidade porque não há vontade dos autores envolvidos em relação ao cumprimento do acordo do referido acordo”, referiu.

Por outro lado, aconselha que outra solução fora do acordo só é possível com consenso e em respeito a configuração da Assembleia Nacional Popular saída das eleições que se vão realizar.

«Tudo pode ser determinado pela vontade dos actores envolvidos. O relatório disse que as pessoas continuam a ver o benefício que tiram com o acordo e continuam a bloquear. As partes envolvidas desde o presidente até aos partidos, Assembleia não estão a cumprir o acordo. Primeiro o acordo prevê a nomeação de um primeiro-ministro de consenso, e o actual primeiro-ministro não é de consenso segundo o mediador da crise»

“ Acho que o presidente da República deve admitir que o actual contexto só favorece a ingovernabilidade, um contexto que bloqueou o país e deve pautar pelo que a maioria defende que é o cumprimento do acordo de Conacri”.

A aproximação entre as partes, criação de consenso mesmo querendo deixar o acordo de lado, tem que se pensar na criação do consenso, promoção de um governo com representação baseada nas cadeiras que existem no parlamento, aponta Rui Semedo.

Por: Nautaran Marcos Có/ Yasmine Fernandes