Caso tráfico de droga: ANTIGA DIRETORA DA PJ CONSIDERA DE VERGONHOSA DECISÃO DO STJ DE ABSOLVER PRESUMÍVEIS LÍDERES DA REDE DE NARCOTRAFICANTES

A antiga diretora nacional da Polícia Judiciária (PJ) lamenta, aquilo que considera vergonhosa, a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) em absolver alegados cabecilhas de uma rede de narcotráfico apreendidos e condenados no âmbito da operação “Navarra”.

Sem rodeios, Lucinda Barbosa Aucarié, antiga diretora da PJ, foi contundente na sua reação e encoraja, por outro lado a polícia judiciária para não desistir da sua luta contra o tráfico de droga no país.

“Nunca vi um crime organizado a ser tratado desta forma muito leviana. Isso deia a Guiné-Bissau muito triste e despois esta é uma decisão que não é de um juiz mas é uma decisão do país. Nenhum crime de natureza mais simples não é tratado de uma forma como foi produzido aquele acórdão que fará um crime organizado”, disse Lucinda.

A antiga diretora da PJ considera a decisão de uma vergonha para o país e que não irá dissuadir os jovens e os traficantes que escolhem a Guiné-Bissau ela disse que esta decisão torna a Guiné-Bissau num paraíso para os traficantes.

“Que os jovens da PJ não se desencorajem, que esta decisão os torne mais forte e que façam o seu papel porque a história vai julgar cada um”, disse Lucinda.

A Câmara Criminal do Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau absolveu dos crimes de narcotráfico Braima Seidi Bá e Ricardo Ariza Monges, que se encontram em fuga desde 2019, quando foram apreendidas mais de 1.800 toneladas de cocaína, a maior apreensão de droga na história do país, mas mantém as penas aos restantes arguidos detidos no âmbito da operação "Navarra".

A decisão consta num acórdão ao recurso interposto pelo Ministério Público de uma outra decisão de recurso do Tribunal de Relação, que tinha já diminuído as penas dos vários arguidos condenados no âmbito daquela apreensão.

Indignado com a decisão, Lucinda Barbosa Aucarié voltou a tecer severas críticas aos juízes que tomaram esta decisão.

“Infelizmente existem pessoas que só vêm pelo seu interesse nacional, e este grupo que decidiu o acórdão não viu pelo interesse do país, porque em toda a parte do mundo as pessoas se empenham na luta contra o crime desta natureza e vêm pelo país e pela bandeira”, lamenta a antiga diretora da PJ na mesma entrevista à RSM.

Lucina alerta ainda que as pessoas não tomem pegar um aparelho “tao nobre de Estado” e estarem a brincar. Ela disse ainda que é o Estado da Guiné-Bissau e o povo guineense que estão em causa.

“Se não conhecem a dimensão do crime organizado que procurem ter mais informações porque isso não é algo para se brincar. Estão a brincar com o fogo”, alerta.

Lucinda Aucarié teve ainda tempo de elogiar a postura de mulheres magistradas que “tiveram atitudes dignas e corajosas durante esse processo”.

“A equipa está de parabéns pelo trabalho que fizeram pelo bem da Guiné-Bissau porque conseguiram decidir em nome do povo guineense e veneraram o juramento feito”, sustenta Aucarié sustentando que o papel da equipa foi cumprido.

“Não se desencorajem e que nem pensem que estão errados”, enfatiza.

As lamentações e repúdio da Lucida Barbosa Aucarié, antiga diretora Nacional da PJ do país, contra a decisão do Supremo Tribunal de Justiça que decidiu absolver alegados cabecilhas da rede de narcotráfico apreendidos no âmbito da operação “Navarra”.

 

Por: Casimiro Jorge Cajucam

Imagem: Internet 

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