Caso de 1 de fevereiro: LGDH EXIGE DAS AUTORIDADES JUDICIAS ESCLARECIMENTO CABAL DO CASO

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) exige das autoridades Judicias, um esclarecimento cabal do caso de 1 de fevereiro, da denunciada tentativa de golpe de Estado, onde morreram várias pessoas entre civis e militares.

As exigências da organização que defende os direitos humanos foram feitas esta quarta-feira, no dia em que completa um ano desde a denunciada tentativa de golpe de Estado que decorreu no Palácio do Governo, quando decorria o Conselho de Ministros, na altura presidida pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

Augusto Mário da Silva, Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, disse que os cidadãos guineenses precisam de saber quem são os responsáveis por este ato que ceifou vidas de várias pessoas entre civis e fardados.

“Condenamos este acto como eu disse e exigimos das autoridades Judicias um esclarecimento cabal das circunstâncias em que o caso 1 de fevereiro ocorreu, os cidadãos guineenses precisam de saber o que efectivamente o que se passou, quem são os responsáveis por esse acto e que as pessoas sejam responsabilizadas”, enfatiza Augusto Mário da Silva, Presidente da LGDH.

A LGDH exige também do Estado da Guiné-Bissau o respeito e cumprimento escrupuloso das decisões judiciais do país, que ordena a libertação das pessoas acusadas no envolvimento desta suposta tentativa do golpe de estado.

“Exigimos do Estado da Guiné-Bissau, o respeito e cumprimento escrupuloso das decisões Judicias, porque só assim podemos justificar os recursos às instâncias judicias quando é o próprio Estado que não cumpre as decisões judicias e está a contribuir para fragilizações das entidades judicias”, acusa a LGDH.

Questionado sobre a justificação do Tribunal no que tem a ver com o adiamento do último julgamento dos detidos deste fatídico caso e 1 de fevereiro, que a Liga considera de falsa justificação.

“A Justificação das obras em cursos nas mediações do tribunal não é plausível, porque a garantia dos direitos fundamentais sobrepõe-se a qualquer outro interesse de valor inferior, portanto o próprio tribunal devia ter interesse em julgar e esclarecer a situação processual das pessoas para que a sociedade possa ficar mais tranquila”, referiu Augusto Mário da Silva.

Segundo a fonte da Rádio Sol Mansi os detidos estão a deparar-se neste momento com problemas de saúde e outros males, inclusive alguns deles encontram-se internados nos hospitais, por causa das más condições das celas, que segundo algumas fontes, a situação humanitária é preocupante, e conforme essas fontes, os detidos não podem ter acesso as visitas quer das organizações humanitária.

 

Texto & Imagem: Turé da Silva

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