ATIVISTAS DOS DIREITOS HUMANOS SÃO TREINADOS SOBRE USOS DE MECANISMOS INTERNACIONAIS DOS DIREITOS HUMANOS
Mais de três dezenas ativistas e defensores dos direitos humanos, conselheiros jurídicos, advogados, líderes e organizações não-governamentais iniciam, hoje em Bissau, um treino sobre usos dos mecanismos internacionais sobre direitos humanos, nomeadamente da ONU, da União Africana e da CEDEAO.
Aos jornalistas à margem de abertura do treino que terá a duração de três semanas, a perita dos direitos humanos pela ONU, Aua Baldé igualmente a ex-presidente do Grupo Sobre Desaparecimentos Forçados e Involuntários das Nações Unidas, explica o porquê de escolher a Guiné-Bissau, para a disseminação dos conteúdos nos mecanismos internacionais.
“Porque entendemos que, os países Africanos da Língua Oficial Portuguesa não usam os mecanismos internacionais de protecção dos direitos humanos como deveriam, então o objetivo é reduzir essa invisibilidade dos defensores dos direitos humanos perante os mecanismos internacionais e ampliar a proteção às vítimas dos direitos humanos da Guiné-Bissau nos mecanismos internacionais”.
Questionado na ocasião sobre a situação dos direitos humanos na Guiné-Bissau, que sempre é aclamado de estar em estado de degradação, Aua Baldé, diz que “há uma discrepância” entre as informações reportadas e aquilo que é de apresentar uma queixa perante os mecanismos certos e, espera que com este treino, a situação possa melhorar.
Para a vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Claudina Viegas, “esta é uma ferramenta que vem numa excelente hora, atendendo de que se tem verificado violações dos direitos humanos na Guiné-Bissau”.
O programa “Melhorando o Sistema de Proteção dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau” destinado aos ativistas e defensores dos direitos humanos, conselheiros jurídicos, advogados, líderes e organizações não-governamentais, pretende promover e facilitar o uso dos mecanismos especiais de defesa dos direitos humanos do Sistema das Nações Unidas (ONU), assim como os mecanismos de defesa dos direitos do Sistema Africano.
Por: Braima Sigá
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